SAMUEL BONETTE
Sempre procurei um lugar onde pudesse expressar as minhas opiniões. Espero que com esse blog possa ajudar ou mesmo entreter a todos que por aqui passarem. Para ser informado sobre as atualizações, acesse www.twitter.com/samuelbonette. Obrigado pela tua atenção e volta sempre.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Os melhores discursos de toda minha vida
Ainda hoje pedi ajuda a uma pessoa e esta se mostrou reticente em me ajudar. Perguntou:
- Se eu não for vai fazer falta? Tenho mesmo que ir?
Nada respondi. Absolutamente nada. Mas em minha mente formulei um discurso arrebatador! Ele começava da seguinte forma:
- A pergunta não é esta. A pergunta que tu tens a fazer a si mesmo é: Eu quero ir? Porque sem vontade não fazemos nada. E mesmo a pior tarefa se torna algo pequeno e irrisório quando temos gana de fazer aquilo.
Contudo, enquanto formulava este discurso me ocorreu que muitas vezes dizemos sim quando queremos dizer não, e outras dizemos não quando queríamos dizer sim. São situações que nos ocorrem por conta das peças que a vida nos prega, quando empenhamos nossa palavra ou atitudes com pares que formamos. Por vezes, numa aliança, optamos por fazer aquilo que não desejamos, abrindo mão de nossos próprios interessem em favor de outrem. É como naquela situação em que uma pessoa vai cuidar de seu tio que lhe humilhou e menosprezou a vida toda, mas que agora, em sua velhice, não tem ninguém para cuidar dele.
Nobres pessoas, com apuradíssimo senso de dever e amor. Pessoas de profunda e complexa composição, donos de sentimentos e desdobramentos insondáveis e não conhecíveis. Destes quero me manter próximos. Não quero estar próximos a pessoas fúteis que consigo identificar seus cerceamentos em apenas cinco minutos de conversa.
De fato, sempre guardarei meus melhores discursos. Mesmo pérolas nada valem se lançadas aos porcos.
Samuel Bonette
terça-feira, 16 de agosto de 2011
O ruim e o pior

O ruim nem sempre é o pior. Constatação óbvia, podem até dizer alguns, mas nem sempre é tão óbvia. Ruim é, por definição, algo desagradável, mau, que não presta. Pior é aquilo que de mais desagradável poderia ocorrer. Dentre todas as opções, a mais infame, insensata, imprudente ou desacertada. Obviamente que sempre tentamos acertar, mas por diversas vezes acabamos piorando tudo. Temos vários exemplos nos quais foram feitas mudanças, a título de melhoria, mas estas vieram a causar ainda mais transtornos do que havia anteriormente.
Um exemplo rápido: o pão francês, vulgo cacetinho, era vendido no país inteiro por unidade. Alguns lugares cobravam R$ 0,20, outros R$0,15, outros R$ 0,30, e os mais baratos cobravam R$ 0,10. Tempo bom, não? Não era isto o que pensavam os legisladores brasileiros: fizeram uma lei determinando que todos os estabelecimentos comerciais passassem a vender o referido pão a quilo, alegando que os valores praticados eram incoerentes, uma vez que cada lugar fazia o pão com tamanho conforme achasse melhor. Resultado: hoje compramos pão por R$ 0,40, R$ 0,50, R$ 0,45, e os mais baratos por R$ 0,30 (bastando para isto dividir o valor total pelo número de unidades). Um verdadeiro absurdo, uma triste realidade, um real exemplo do que mencionei acima: o ruim nem sempre é o pior.
Estas situações ocorrem normalmente quando não conhecemos a essência, somente o procedimento. Não sabemos por qual motivo isto é feito assim e por qual motivo aquilo é feito de outra forma; quando temos ciência somente das relações entre causa e efeito, mas desconhecemos o que ocorre entre uma ponta e outra, entre o input e o output. No momento em que somos questionados e não sabemos porque fazemos, passamos a ser questionadores também, e a tendência é abandonar o comportamento. Exatamente neste ponto é que mora o perigo, pois algo aparentemente pequeno ou insignificante pode mudar o rumo de toda uma vida, as convicções, comportamentos e até destinos. Quando desconhecemos a essência, estamos sempre sujeitos o ser pegos de surpresa pelos questionamentos da vida e ficarmos sem respostas. O trem da vida não para porque tem alguém perdido no meio dos trilhos. Outro comportamento comum nestes casos é se apegar a regras; quando surgiu chegou-se à conclusão que determinado procedimento era o mais eficaz para atingir determinado resultado; entretanto, com o tempo, o conhecimento vira mero treinamento, e o procedimento, que deveria ser um meio, torna-se o fim, virando assim alvo de imutabilidade adquirida. O foco recai sobre o procedimento, e não sobre o objetivo final, esvaziando de sentido e engessando desnecessariamente as coisas.
Portanto, sempre que levantamos um questionamento devemos ser o mais sincero possível, pois além de gerar até alguma desorientação no questionado, podemos também levar a uma mudança de comportamento que tornará tudo ainda mais caótico do que já é. Devemos questionar sim, para que tenhamos a chance de melhorar, mas evitar a questão leviana e infundada, e especialmente ter muito cuidado ao tomar qualquer decisão, pois delas partem os caminhos da vida.
Samuel Bonette
domingo, 8 de maio de 2011
Aquela pedrinha.....

Existe uma expressão chamada "pedra no sapato". Normalmente se refere a alguma coisa que impõe dificuldades a outrem. É uma expressão bastante utilizada, especialmente quando em competições. "Fulano é a pedra no sapato do Sicrano" - normalmente é a frase proferida. E, de fato, uma pedra no sapato incomoda. Fica aquela situação de desconforto ou irritação intermitente, dói quando pisa, incomoda quando o pé está no ar, é uma sensação horrível. Me lembro até de uma vez na qual um empregado de meu pai relatou que seu pequeno filho estava reclamando de algo dentro de seu tênis, e quando foram ver, era uma aranha que estava dentro do tênis, que por sorte não conseguia se virar para picar seu filho. Evidentemente que uma pedra no sapato é uma situação bem menos perigosa, mas não menos preocupante.
Todavia, o que mais me chama a atenção não é o fato da pedra incomodar tanto, mas sim o tamanho desta pedra. A pedra do sapato normalmente tem um tamanho pequeno. Fora do sapato ela é totalmente inofensiva; não se poderia atirá-la em alguém ou animal, em auto-defesa, pois não surtiria efeito; não se poderia atirar a pedra num pássaro ou ave qualquer, num momento de necessidade, para matar e comer a ave, pois não a abateria. A pedra é pequena demais, tão pequena que mesmo seu peso não seria suficiente para esmagar uma formiga. Não se pode fazer absolutamente nada com esta pedra, a não ser desprezá-la. A pedra no sapato é algo insignificante enquanto pedra.
Porém, esta mesma pedra dentro do sapato incomoda demais. Isto me leva a concluir que, por ser insignificante fora do sapato, desprezamos-na, quando deveríamos entender que ela se torna incomodativa dentro do sapato justamente porque a desprezamos fora dele. Se fosse uma pedra de tamanho considerável, ao vermos a mesma dentro do sapato, imediatamente a retiraríamos, pois com certeza nem seríamos capazes de calçar o sapato. Entretanto, por seu pequeno tamanho, nem mesmo a notamos, e se vemos, desprezamos-na. É interessante como algo tão pequeno pode se tornar tão grande. A segunda conclusão que tiro é que a pedra incomoda porque o sapato é do tamanho do pé, ou pouca coisa maior. Se o sapato fosse maior que o pé provavelmente também não incomodaria. A questão é que o sapato é do tamanho do pé, e não há espaço dentro dele para nada além do próprio pé; nem para uma minúscula pedra.
Considerando o sapato como sendo nossos caminhos, e as pedras aqueles obstáculos que encontramos, por diversas vezes o que mais nos incomoda não são as coisas grandes, mas sim as pequenas. No filme "Ele não está tão a fim de você", por exemplo, ocorre uma situação de separação entre um casal porque o esposo esconde de sua cônjuge um velho hábito de fumar, e não porque ele a havia traído. Ela era capaz de perdoar uma traição, mas não o fato de ele esconder um hábito.
Da mesma forma, quando encontramos grandes obstáculos, damos importância a eles, bolamos formas de enfrentá-los, enfrentamos, nos dispomos ao esforço e vencemos; quando não os vencemos, ainda assim reconhecemos que perdemos para um grande obstáculo. Agora, os pequenos nos passam desapercebidos, são desprezados, são ignorados, são perigosamente deixados para depois, e estes são justamente os que por vezes nos derrubam, fazendo sofrer, nos irritando e roubando a paz. Estes podem ser da mais diversa natureza: palavras atravessadas, pessoas que nos irritam, diferenças de idéias, times rivais, simples gestos, um quadro torto, enfim, um leque infinito de opções. Precisamos urgentemente remover as pequenas pedras dos sapatos, ou então encontrarmos sapatos maiores. Se não fizermos um ou outro, vamos sofrer demasiadamente por coisas pequenas.
A boa notícia é: não há maior sensação de alívio em nossa caminhada do que uma pedra, a pequena pedra, retirada do sapato.
Samuel Bonette
domingo, 24 de abril de 2011
Tudo muda, até a muda.
Está chegando o inverno. Já começamos a tirar as roupas de frio do armário, surgem as primeiras temperaturas abaixo da casa dos 20 graus Celsius, surge aquela vontade de fazer um fogo numa lareira... até o chimarrão fica com mais gosto nesta época do ano. E com o inverno, também vem aquela preguiça natural, aquela vontade de ficar em casa, embaixo das cobertas, ou então abraçados no sofá, olhando TV. Espero que este frio me dê vontade de escrever mais, também. No início do ano me propus a escrever um texto por mês, e estou devendo a mim mesmo (e por tabela, a quem frequenta o espaço) um texto, de fevereiro. Engraçado como as estações do ano nos influenciam do decorrer do tempo, nos colocando nesta ou naquela situação; o verão abre o ano, com todas expectativas, muitos planos, normalmente muita festa, dias intermináveis e ensolarados, aquele calor nos impelindo para a praia, piscina, ou mesmo rios e lagos, nos dando a ilusão de que o ano será só de conquistas e felicidades. Já no outono, é como se batesse uma ressaca do verão; as festas já não nos seduzem tanto, pois começam as aulas, o trabalho fica mais intenso, o frio vem descendo, os dias ficam mais curtos. O inverno nos enclausura dentro de pesados e grossos casacos, nos fazendo sorver líquidos e alimentos substancialmente quentes e calóricos, empurrando-nos para o aconchego de nosso lar. Quando chega a primavera, com seu aumento de temperatura, suas festivas datas coloridas, pressentimos que o verão está às portas, e isto nos empolga, nos levando a um novo ano, com todas as estações. Olhando assim, até parecemos plantas, regidos pela lei da natureza, estações da lua e variações de temperatura. Seja como for, assim somos, e assim agimos, ano após ano, estação após estação.
Engraçado, pois o assunto sobre o qual eu queria escrever era totalmente outro, mas fui impelido a este. Certas coisas são assim na vida, sem explicação aparente. Talvez se tivesse falado sobre o que queria inicialmente, não chegaria a este ponto ao qual estou chegando agora: A vida é como água parada, mas de repente cai uma pedra nesta água e movimenta tudo ao seu redor, mudando tudo totalmente de lugar. Quando estas coisas acontecem, sabemos quem somos e para onde vamos? E quando esta mudança é a própria morte? Estamos sempre preparados para esta imprevisível visita? Tu estás?
Samuel Bonette
domingo, 3 de abril de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
E a vida continua, e se renova

Há quanto tempo não vinha aqui... Já estava com saudades! Muita coisa mudou no Blogger, e fui surpreendido positivamente pelas mudanças. Os layouts podem ser alterados com mais possibilidades e facilidades; creio que o novo layout que apliquei melhora a visualização para os leitores.
Desde a minha última postagem, (que já faz bastante tempo, infelizmente) se passou quase um ano, e neste ano coisas aconteceram; algumas boas, outras más, outras indiferentes, outras tantas que passaram desapercebidas. Entramos em um novo ano, mas tal qual o início do ano passado, temos algumas catástrofes acontecendo ao redor do mundo, e também aqui no Brasil; muitas pessoas passando fome, muitas pessoas desabrigadas, muitas tristezas; por outro lado, vários casais que conheço estão prestes a serem pais, aumentando a alegria em muitos círculos de amizade próximos a mim, um clarinetista de 21 anos passou em primeiro lugar na UFPE sem nunca ter feito nenhum cursinho pré-vestibular, cientistas comprovaram que anticoncepcional não engorda, os chilenos foram salvos da mina, etc, etc, etc.
Alguns filósofos discutiam se a vida era cíclica ou linear. Independentemente disto, é fato que tenho me atraído cada vez mais por "fragmentos" de história. Costumeiramente pensamos nas histórias com início, meio e fim. No entanto, acho interessantíssimo como alguns fatos acontecem e mudam por demais a história de vida das pessoas. Pessoas que caminhavam em uma determinada direção de repente mudam completamente seus planos, suas vidas, suas histórias em consequência de um acontecimento. Por estes dias revi o filme "Náufrago", o qual relata a história de um amor que foi interrompido por uma fatalidade. Após sobreviver a um acidente de avião e viver mais de quatro anos isolado numa ilha deserta, o personagem principal (Tom Hanks) consegue retornar a tudo o que tinha antes, mas descobre que, apesar de serem as mesmas pessoas, tudo está diferente. Seu grande amor (Helen Hunt) agora está casada com outro homem, tem um filho, tem toda uma vida em função desta nova realidade.
Três momentos me marcam profundamente neste filme: o primeiro no qual a atriz Helen Hunt diz a Tom Hanks que sempre soube que ele estava vivo; o segundo, no qual os dois declaram continuarem se amando, e serem ambos o grande amor da vida do outro; e o terceiro, no qual Tom Hanks relata a um amigo que, nos quatro anos que se passaram, ela foi o motivo de se manter vivo, o combustível para todo seu esforço, foi o seu norte, a razão de viver, de tentar retornar, inclusive arriscando-se em alto mar com uma barcaça grosseira. Que profundidade de mistério! Não obstante estes fatos, pela forma como as coisas ocorreram, ambos optaram em seguir suas vidas separados, pois suas vidas tinham corrido tanto tempo assim que as diferenças eram irreparáveis.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Sentimentos e sentimentos
Há diversos sentimentos negativos que nos assolam o coração e mente, tomando nossas vidas, chegando em momento em que menos esperamos, e persistindo em ficar ali, nos perseguindo, nos martelando, ferindo nossos sentimentos, nos afrontando, nos desafiando. Desde os mais primários e instintivos, como o medo, até os mais elaborados, como o atual e tão discutido bullying, todos eles vem acompanhados de outros maus sentimentos; frequentemente são a insegurança e insatisfação. E estes sentimentos, que nos vem visitar sem ser convidados, podem aparecer por coisas sem a menor relevância; uma palavra dita por um desconhecido, uma simples escolha que não se revela a melhor, um acontecimento inesperado que frustra um plano de uma viagem pré-agendada, etc. São muitas as possibilidades.domingo, 21 de junho de 2009
Sucesso

Tenho uma séria tendência a sempre querer o melhor, em todas as coisas que tenho e faço. Não tenho como verificar se é real, mas tenho a impressão de que todo ser humano tem essa mesma tendência. Isso não é ruim, pois é uma demonstração que o indivíduo tem vontade de melhorar sua vida, e sempre buscar a excelência naquilo que fizer ou possuir. Para o padrão atual de sucesso, isso é sucesso.
Mas, paremos para analisar um pouco essa situação: é totalmente impossível que todos tenham, a todo tempo, o melhor. Se numa corrida, um corredor detiver o melhor tempo, por exemplo, os demais não o terão; se um determinado homem conseguir conquistar a mulher mais bela, os demais não conseguirão o mesmo feito. Podemos chegar próximo a isso graças à Revolução Industrial, que possibilitou que várias pessoas possuam um bem industrializado, com produção de cópias da matriz em larga escala, como por exemplo, um determinado sapato que é feito do melhor couro existente, com o melhor solado e o mais belo design. No entanto, sou levado a crer que, se várias pessoas possuem o melhor, então, ou ele não é o melhor, ou o melhor se tornou comum, vulgar.
Se todas as pessoas se dessem conta disso, provavelmente uma grande parcela da Humanidade entraria em profunda depressão, o que criaria um caos generalizado. É muito dura a perspectiva de viver uma vida toda sem jamais conseguir ser/ter o melhor; vivemos tempo de exaltada competição, onde se engrandece demasiadamente o vencedor, e se denigre os demais participantes; portanto, não se suporta a idéia de ser um eterno "perdedor". Por outro lado, os "vencedores", ou seja, aquela classe de pessoas que detivesse o melhor naquilo que fizesse/tivesse, por conta da natural tendência do ser humano em acostumar-se tanto ao ruim quanto ao bom, provavelmente se enfadaria de ter sempre o melhor, passando a considerá-lo normal.
Por isso, não raras vezes temos em nossas vidas, ao invés do melhor, o pior, para que quando chegarmos ao mediano, consideremos como grande vantagem as condições obtidas. Obviamente, em alcançando o melhor, ficaremos deveras satisfeitos e felizes. O verdadeiro sucesso é alcançar os objetivos a que nos propomos. Talvez eu nunca seja o melhor escritor do mundo, tampouco publique um livro, mas se algumas pessoas lerem esse blog e se sentirem reconfortadas, e com novo ânimo, e nova perspectiva, então estarei alcançando meu objetivo. Muitos se tornaram pessoas insuportáveis (e outras até com doenças mentais) porque lhes foram dadas coisas acima de sua capacidade, e perderam a noção da realidade, tornando-se arrogantes e prepotentes, pensando ser mais do que realmente são.
Não faço apologia ao comodismo, mas hoje fugimos de sofrimentos como um boi foge do matadouro, nos esquecendo que aquilo que realmente valorizamos é justamente o que mais nos custou esforços e sacrifícios. Hoje vivemos em condições muito melhores que nossos antepassados, entrentanto temos muitos mais problemas de ordem social porque não sabemos valorizar o que temos, tornando vazio tudo o que temos.O ar que respiramos, um dos bens mais preciosos para manutenção da vida, é gratuito.
Temos de repensar o nosso conceito de sucesso, e valorizar mais aquilo que temos; sucesso é atingir aqueles objetivos a que nos propomos.
Samuel Bonette
terça-feira, 21 de abril de 2009
É pelo princípio
Todos sabem que roubar um chiclete não faria mal a ninguém; o comerciante não ficaria mais pobre, nem o ladino mais rico. No entanto, ensinamos nossas crianças que não se deve roubar nem mesmo um chiclete, por um motivo somente: o princípio. Há um episódio dos Simpsons em que Homer se demite do seu emprego de inspetor da usina nuclear do Sr. Montgomery Burns. Passado algum tempo, pelo fato de sua esposa Marge engravidar, ele volta à usina nuclear para tentar reaver seu antigo emprego. Então, o Sr. Burns o faz ir agachado por um caminho humilhante até sua sala, e o obriga a trabalhar por algum tempo gratuitamente, ao que o Sr. Smithers se opõe, objetando que ele só estava voltando devido às suas dificuldades financeiras. Então o Sr. Burns diz a célebre frase: É pelo princípio.Sim, essa causa primária, por vezes relegada a um papel secundário em nossos tempos, é o que deve nos nortear em nossas escolhas. Nossas escolhas são baseadas em princípios, embora por diversas vezes usamos princípios múltiplos - e por vezes contradizentes - para fazermos nossas escolhas. Frequentemente somos incoerentes, por não pensarmos nas implicações daquilo que adotamos como princípio. Não raras vezes eu vejo pessoas defenderem duas idéias totalmente contrárias em um pequeno espaço de tempo, devido à não consideração das implicações dos princípios utilizados para defenderem suas idéias; se uma pessoa defende a não-violência do direito à vida, por exemplo, ela deve defender esse direito para todas as pessoas, inclusive para aquelas que violam esse direito. Se a pessoa julga como errado roubar um milhão de reais, deve ser contra o roubo de um centavo, também. Se é contra a discriminação, não deve defender cotas para negros. Se não perdoa, não merece ser perdoada, e assim por diante.
Mas não gostamos disso; gostamos de condenar fortemente aqueles erros maiores, e, nos menores, fazemos vista grossa. Ou então, confundimos tudo e agimos incoerentemente, sendo ora relativistas, ora moralistas, ora utilitaristas, ora fundamentalistas. Parece ser mais fácil e conveniente dançar conforme a música, fazer aquilo que a opinião pública determina, ou aquilo que a mídia exalta. E a mídia é boa nisso: transformar o certo em ridículo, e o errado em fashion; uma emissora de TV, por exemplo, tem um jornal em que mostra as desgraças causadas por uma estrutura familiar fraca, e critica esse comportamento, mas antes e após esse mesmo jornal tem programações em que mostram filhos se rebelando contra pais, maridos traindo suas esposas, casais que fazem sexo livremente, etc. Mas qual é o posicionamento dessa emissora, afinal? É o posicionamento de dançar conforme a música, ao qual estamos aderindo, mesmo sem perceber.
Para ser coerente, é necessário adotar um princípio, e agir sempre dentro dele, seguindo suas consequências até o fim. Um belo princípio é esse: amar o teu próximo como a ti mesmo. Esse princípio foi proferido por Jesus, e Ele é o maior exemplo de comportamento coerente que já houve nesse mundo. Em tudo, Ele agiu segundo o seu princípio, inclusive quando corrigiu aqueles que amava, pois quem ama corrige, e um dos predicados do amor é a justiça, sendo que para ser justo, é necessário agir dentro de um mesmo princípio. Um bom princípio levará a um bom fim, da mesma forma que um mau princípio levará a um mau fim, ainda que talvez a longo prazo. Não é difícil ser coerente; por vezes, é doloroso, mas em momento algum é difícil. Agindo coerentemente, seremos respeitados; incoerentemente, seremos ridicularizados; amorosamente, seremos amados.
Samuel Bonette
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Auto-descobrimento
Como é bom descobrir coisas a respeito de si mesmo. Mesmo quando são dolorosas de se descobrir, mesmo quando o que vemos em nós mesmos é aquilo que jamais quereríamos admitir, é bom. Aliás, talvez seja melhor descobrirmos as coisas ruins, porque temos a chance de reconhecermos o que há de errado, e mudarmos. segunda-feira, 18 de agosto de 2008
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Expressão
Engraçado como é a forma de expressão do ser humano. Às vezes conseguimos nos expressar tão bem, mas tão bem, que até pensamos em anotar o que falamos. Noutras, por mais que tentemos, com todo nosso vernáculo de palavras, não conseguimos demonstrar, traduzir em palavras, o que estamos sentindo.Não raras vezes fico ouvindo a mesma música por duas ou três vezes consecutivas, pois ela traduz tão bem o que estou pensando no momento, que preciso ouvir ela mais de uma vez. Isso demonstra que a expressão é universal, pois conseguimos identificar sentimentos semelhantes em pessoas completamente distintas. Às vezes, essa epifania (quem assistiu o filme dos Simpsons sabe o que é uma epifania) acontece em lugares ou com coisas que nem imaginamos. Há um filme, por nome Penetras Bons de Bico, no qual, em certa parte do filme, o ator principal diz que, ao ver uma viúva chorando no velório do seu marido, ele percebeu que todos vamos perder as pessoas que amamos, em determinado momento da nossa vida. Isso me levou a pensar o quão pouco dizemos para as pessoas que amamos o quanto elas são importantes para nós. E foi surpreendente, pois um filme de comédia me impressionou, em dado momento, pela profundidade.
Há tempos eu tenho pensado em como tocamos o coração das pessoas. E mais, ao pensar sobre isso, me vem a imagem de uma mão tocando um coração, de fato. Se isso pudesse ser possível, imagino que causaria enorme sobressalto na pessoa tocada; então, retorno ao questionamento: tocamos o coração de quem nos cerca, de fato? E é positivo esse nosso toque?
Ainda sobre a expressão, é maravilhoso quando conseguimos encontrar grandes expressões de amor em pequenos gestos. Não espera um momento determinado para fazer um gesto de amor; faze tu, agora, a pessoa que tu mais amas se sentir especial!! Faz alguém feliz, e tu serás feliz!!
O maior gesto de amor já feito foi grandioso: uma pessoa deu a sua própria vida para que muitos pudessem salvar suas vidas. Quem? Jesus, o Cristo. Essa expressão de amor d'Ele ainda está viva, hoje, porque ainda há tempo para aceitar esse gesto, e ser salvo tu, e os teus amados. Como? "Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo."
Samuel Bonette
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Inquietude

Dois estarão no campo; um será tomado, o outro será deixado. "
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Galpão sentimental
"Quem guarda o que não presta tem quando precisa". Essa frase é antiga, e é usada toda vez que alguém quer justificar o fato de estar guardando alguma coisa que não está em totais condições de uso, mas também não está inutilizável, ou ainda pode servir para outros fins.Bom, isso até pode ser verdade em alguns casos, mas empiricamente, se sabe que pessoas que seguem essa filosofia de vida acabam sempre ocupando suas casas, pátios, e todos os espaços possíveis com objetos velhos, sem serventia, esperando que, eventualmente, num futuro incerto, aquilo possa ser útil para algo.
O que eles não percebem é que, ao fazer isso, ficam se agarrando em coisas obsoletas, estragadas, enfim, cacarecos, e impedem a si mesmas de adquirir coisas novas. A necessidade faz com que as pessoas adquiram algo; porém, se tu tens algo velho, que ainda te serve, mesmo que aquilo funcione de maneira precária, tu acabas não comprando o novo, com a desculpa de ter aquele que "é velho, mas ainda presta", embora saiba que aquilo é precário.
Pior que isso, porém, são pessoas que fazem isso com seus corações. Como já dizia meu tio, há pessoas que são "galpão velho", pois só guardam o que não presta. Ou seja, guardam mágoas a vida inteira, às vezes até por atos que, quem as magoou, nem percebeu que tais atos as magoaram. Ficam presas àquelas mágoas, sem conseguir se libertar, sem conseguir viver novas coisas, sem conseguir ser feliz com as novas coisas.
Toda a vez que surge uma coisa nova que as pode fazer feliz, relembram de alguma velha mágoa, pois guardam muitas. Em vez de comemorar o que adquiriram, ou o que aconteceu, ficam remoendo as mágoas, tornando-se cada vez mais pessoas amarguradas e frustradas.
Porém, quando se libera o perdão, há uma sensação de alívio indiscritível; é como se tirasse uma tonelada das costas. É o primeiro passo para se tornar realmente feliz; carregar mágoas é o princípio da infelicidade. Liberar o perdão é difícil, pois demanda uma certa auto-negação. Tu tens de aceitar o que foi feito a ti, a ainda se despir de todo sentimento mau que aquela ação possa ter causado a ti.
O Cristianismo tem grandes exemplos de perdão. Para um cristão, perdoar é algo que deve ser feito a todo momento. Mais do que perdoar, Jesus ordenou que amássemos nosso inimigos (Mt. 5:44). Tiago também disse que o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia, e que a misericórdia triunfa sobre o juízo (Tg. 2:13). Portanto, se tu queres perdoar, e te livrares das mágoas, experimenta ser perdoado de todos os teus erros e falhas, através da aceitação do sacrifício de Cristo no Calvário. Quando experimentares o alívio de ser perdoado sem reservas, isso se tornará mais fácil para ti também.
Samuel Bonette
quarta-feira, 26 de março de 2008
Individualismo

quinta-feira, 13 de março de 2008
Mudança de Vida

sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Tatus-bola
É engraçado que eu não tenha mais visto tatus-bola. Talvez eles estejam reunidos em algum lugar do mundo aguardando o momento de tomar de assalto o planeta e instituir a Ordem Mundial dos Tatus-Bola; talvez estejam nesse lugar se reproduzindo a fim de garantir a sobrevivência da espécie; talvez eles estejam simplesmente camuflados em meio à poluição do mundo moderno, visto possuírem uma cor acinzentada. Mas o mais provável é que eles estão por aí, onde sempre estiveram, e eu não os tenha visto, por não reparar nos lugares onde eles normalmente estão, lugares escuros, úmidos, um pouco escondidos.
Não, eu não estou louco. Eu não acho que seja, de fato, importante saber onde estão os tatus-bola (muito embora não ache fútil); o meu interesse neles se dá porque eles foram algo importante na minha infância. Podem rir o quanto quiserem, mas assim como todos têm algo que foi importante na sua infância, os tatus-bola foram importantes na minha infância; ainda me lembro como era engraçado achar uma colônia de tatus-bola embaixo de um tronco ou de uma pedra, e ficar observando-os. Lembro que eles me pareciam miniaturas de fuscas, porém com pernas, e sem pára-brisas. Aliás, as pernas deles me chamavam a atenção sobremaneira, pela coloração e o modo do movimento. Não raras vezes eles se fechavam ao pegá-los. Após um tempo na palma da minha mão, eles suspeitavam que estava tudo tranquilo, e retornavam ao estado normal; aí eu fazia eles caminharem por longo tempo na minha mão, indo de uma palma para outra. Muito me diverti com os tatus-bola.
Bom; o mais importante não são os tatus-bola em si, mas sim, o significado que eles têm para mim. Eles representam um tempo de diversão constante, um tempo de falta de preocupações mais sérias do que as necessidades básicas. Mais que tudo, um tempo de inocência.
E, engraçado, assim como os tatus-bola estão sumindo, a Humanidade também está perdendo algumas coisas que são importantes. A simplicidade das pequenas coisas, que trazem muita felicidade, coisas que não se podem comprar, como confiança, amizade, uma reunião com os amigos, um bom churrasco, está desaparecendo. E mais: a gentileza com um desconhecido, a confiança no próximo, e, de uma forma geral, os atos das pessoas com relação às outras, que não são seus parentes ou conhecidos, estão sumindo, nos transformando em selvagens, em incivilizados.
Bom seria se achássemos, todos, os nossos "tatus-bola", e retornássemos à inocência das nossas infâncias, nos tornando, assim, criaturas melhores, seres humanos melhores.... mas como isso não está em nós, pelo menos por breve momentos podemos ser assim, quando encontramos nossos "tatus-bola".
sábado, 18 de agosto de 2007
O destino certo
Ontem eu estava indo para a faculdade, e, como a maioria dos ônibus vai para o Centro, eu, distraidamente, peguei o primeiro que passou, sem observar se de fato ele ia mesmo até o Centro. Depois de um certo tempo somente que eu me lembrei que não havia observado o detalhe do destino do ônibus, e me vi numa dúvida cruel. Decidi por esperar para ver o que acontecia; se o ônibus desviasse da rota eu desceria do mesmo e pegaria outro ônibus. Para a minha sorte, o ônibus foi para o Centro. Mais tarde, ao analisar o acontecido, deparei-me com uma síntese do que acontece muitas vezes em nossas vidas, e mais, como a vida de algumas pessoas é como a situação descrita acima. Quantas vezes nós começamos a fazer algo sem saber exatamente porque? Ou então, quantas vezes compramos idéias sem pensar seriamente sobre o impacto que elas terão nas nossas vidas? Não raras vezes nos vemos em situações nas quais não gostaríamos de estar. Não obstante, por pura inércia, nos mantemos em situações incômodas e que nos causam dúvidas por medo de mudarmos e experimentarmos coisas novas. Esperamos que aconteça algo bem ruim, ou que nos cause profundo desgosto porque é mais conveniente ficarmos onde estamos, sem fazer nenhum esforço, sem sermos desafiados.
Mudar sempre causou medo no ser humano. Mesmo que alguém nos prove, por A + B que tal ato é errado, ou que tal caminho nos levará a um lugar ruim, ou a uma desgraça, permanecemos com as mesmas atitudes porque a mudança nos causa medo. Preferimos continuar no caminho errado a mudar, porque a mudança significa uma "perda de controle". No entanto, quando conseguimos romper o medo de mudar, quando conseguimos "ver o invisível", notavelmente temos um progresso. Ao mudarmos, quebramos paradigmas e conhecemos novas realidades. Vimos que não é tão ruim assim uma mudança; pode ser algo extremamente positivo e um aprendizado profundo para a nossa vida.
Quando rompemos com nossas práticas, temos de reconhecer que não está em nossas mãos o poder sobre todas as coisas; quebramos o nosso orgulho e reconhecemos que há mais coisas do que imaginávamos, e que muitas coisas não podemos controlar, contrariando a idéia de que somos senhores sobre toda e qualquer situação. Diversas vezes em nossas vidas vemos todo e qualquer controle fugir de nossas mãos, inclusive o controle emocional; tudo aquilo que sabíamos e podíamos fazer ja foi feito, e mesmo assim de nada adiantou. Então, temos de entregar o nosso caminho a alguém. Uns entregam ao acaso; outros à incerteza, outros ao primeiro que lhes aparece pela frente. Eu, quando me vi num caminho sobre o qual eu não poderia decidir com propriedade, decidi entregar meu caminho a dois caras que sabem de todas as coisas, Pai e Filho, que deram o Seu Filho e a Sua Vida, respectivamente, por mim: Deus e Jesus Cristo. Entreguem suas vidas a Eles, e seguramente vocês vão se dar bem; mais: como eu cheguei com o ônibus, vocês chegarão ao destino certo.
Samuel Bonette
domingo, 5 de agosto de 2007
Auto Imagem
Descobri recentemente dois sites nos quais dá para fazer desenhos utilizando-se de traços pré-definidos, desenhados por desenhistas de desenhos muito famosos, o The Simpsons e South Park. Então dá para se fazer desenhos de si mesmo, com as opções disponíveis. Ali se pode externalizar a imagem que temos de nós mesmos, ainda que somente a imagem física. Porém, nós nos vemos de uma forma, e pensamos que todos nos vêem assim como nos vemos; no entanto, frequentemente as pessoas nos vêem de uma forma completamente diferente. E se assim é fisicamente, muito mais emocionalmente; e isso é um dilema, pois, afinal de contas: somos como nos vemos, ou somos como nos vêem?A nossa tendência é pensarmos a respeito de nós mesmos como pessoas muito boas, com muitos atributos invejáveis, que só desejamos o bem a todos; e é claro, com alguns pequenos defeitos que não fazem mal a ninguém, afinal, como todos nós temos defeitos, devemos tolerar os defeitos dos outros. Ledo engano; afinal de contas, se fôssemos todos tão bondosos como imaginamos ser, porque haveria no mundo tantas pessoas magoadas com atitudes de outras? Porque haveria tantas intrigas e maldades sendo cometidas mundo afora? Porque há tanto desperdício de comida e tanta gente passando fome? Se somos, como gostamos de pensar, "98% do tempo bondosos e somente 2% do tempo maldosos", porque há tantos problemas no mundo originados pelo ser humano? Há, sem dúvida, uma disparidade entre aquilo que somos realmente e aquilo que pensamos ser. Talvez os nossos "2% de maldade" sejam mais fortes e mais marcantes que os "98% de bondade"; em se comprovando isso, implicaria num outro problema ainda maior, que seria descobrir o motivo de sermos assim, mas isso não cabe a mim, pelo menos não nesse momento, avaliar.
Por outro lado, não somos também monstros horríveis que algumas pessoas querem que sejamos. Não raramente converso com pessoas que, após algum tempo, revelam que tinham uma idéia bem diferente sobre mim. Isso se dá porque nunca esperamos ter um convívio real com uma pessoa; antes disso, já a julgamos pela aparência da mesma. Como fala, como se veste, enfim, tudo aquilo que é externa a ela. Não desprezo essas coisas, porque são alguns sinais que mostram como a pessoa é por dentro, porém, isso não é tudo! Muito pelo contrário, é apenas a ponta de um grande iceberg; o principal de uma pessoa é o que está dentro dela; se não fosse assim, o coração, a mente, os rins e tudo o mais estariam pendurados em nós; mas não; eles estão por dentro, o que é um indicativo sobre onde está o que é mais importante.
- Então, sr. Samuel Bonette, se o que somos de fato não é aquilo que as pessoas pensam sobre nós, não é aquilo que pensamos sobre nós mesmos, o que somos então?
E vou eu lá saber? Querem que eu explique algo que assombra a humanidade há séculos? O que eu tenho são algumas idéias, algumas pistas de por onde talvez seja o caminho. O primeiro passo: não se precipitar. O segundo: tentar compreender os motivos do outro. O terceiro: sabermos que nunca saberemos a real intenção do outro; nem tudo o que ele vai nos dizer é totalmente verdadeiro.
E, ainda assim, no fim das contas, não cabe mesmo a nós julgarmos uns aos outros, pois nunca faremos um julgamento 100% correto. Logo, estaremos cometendo injustiças, o que geraria uma nova onda de julgamentos, num ciclo vicioso.
O melhor, portanto, é o amor; "Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros". Romanos 12:10.
Samuel Bonette
sábado, 5 de maio de 2007
Comprando o tempo

É interessante a forma como o ser humano lida com o tempo. Um ditado muito velho já disse: "Tempo é dinheiro". Se essa é uma verdade, não tenho o gabarito necessário para avaliar, mas duas coisas são certas: se tu estás perdendo tempo, tu estás perdendo dinheiro; e sempre que tu não estiveres ganhando dinheiro, com certeza tu estarás gastando dinheiro.



