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terça-feira, 27 de março de 2018

Ano XXXI - Dia 09 - 26/03/2018

Ano XXXI - Samuel Bonette - www.samuelbonette.blogspot.com.br
A minha saga do pão continua... além de ter feito ontem pela manhã, fiz ontem à noite e hoje à noite. Haja pão, rsrsrsrs.

Enquanto escrevo, o excelentíssimo juiz Sérgio Moro concede entrevista ao programa Roda Viva, da Cultura. Como é bom ouvir pessoas inteligentes e íntegras.

Ao mesmo tempo, tenho a oportunidade de conversar com uma parente que há muit não falava e é interessante como “nada mudou”.

Aprendizados do dia:
1.      Há diferentes formas de fazer pão;
2.     É altamente produtivo ver pessoas inteligentes;
3.     É interessante conectar-se com seu passado;
4.     Sempre é possível aprender algo em um dia normal.

Próximo.

Samuel Bonette

domingo, 25 de março de 2018

Ano XXXI - Dia 08 - 25/03/2018

Ano XXXI - Samuel Bonette - www.samuelbonette.blogspot.com.br
Um domingo chuvoso é um convite ao descanso – ou preguiça, como alguns preferem. Mesmo que não chova, efetivamente, só o fato do céu estar nublado já deixa as coisas em câmera lenta.

Entretanto, hoje comecei o dia fazendo um pão. Caseiro, óbvio, mas com massa de pão d’água ou pão francês, caso prefiram. Ficou muito bom já na primeira tentativa. O resultado?




Ficou bonito e saboroso, embora eu perceba que tem como melhorá-lo. Aliás, é bastante frustrante quando tento fazer uma comida e não dá certo. Isto acontece frequentemente quando não se segue a receita corretamente (às vezes, receitas da internet estão erradas, acredite em mim).

Mas o mais interessante é aprender a lidar com a situação, com a frustração, e ter a persistência de tentar novamente. Graças a Deus, hoje não foi o caso. E deu, né? Domingão nublado é para ficar em ritmo lento mesmo.

Até amanhã.

Samuel Bonette

sábado, 24 de março de 2018

Ano XXXI - Dia 07 - 24/03/2018

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Poucas coisas são tão reparadoras quanto uma boa noite de sono. Quem já dormiu em lugares estranhos e acordou diversas vezes durante a noite sabe do que estou falando. Ou quem tem insônia. Ou quem achou que tinha um problema enorme, antes de dormir e, ao acordar, conseguiu pensar em uma boa solução.

Se são poucas as coisas mais reparadoras que uma boa noite de sono, uma delas é ter sua mente e coração seguros em Deus. Davi, homem que comandou pessoalmente muitos exércitos e lutou muitas guerras, disse, no Salmo 4: “Em paz me deito e logo adormeço, pois só tu, Senhor, me fazes viver em segurança”.

A relação do homem com o divino vem desde o início dos tempos e não importa o que aconteça, sempre permanece a busca por esta relação. Para mim é muito óbvio que todo homem tem um deus, algo em que ele acredita e que domina sua vida.

Talvez você agora esteja pensando em si mesmo ou em alguém que você julga não ser religioso, alguém que não frequente uma igreja ou qualquer tipo de lugar que fale sobre temas transcendentes, mas com certeza esta pessoa tem um deus.
Se você observar atentamente, sempre tem algo pelo qual a pessoa é dominada e aquilo é o deus dela. Para alguns pode ser o acaso, para outros, a ciência, para outros, a descrença total no divino e por aí vai. Não existe alguém que não tenha um deus.

Voltando ao pensamento de Davi, é reconfortante observar o relato de um homem que, embora tivesse tantos inimigos e motivos pelos quais temer – até mesmo por sua vida – tem paz o suficiente para deitar-se e dormir rapidamente pois, a despeito de qualquer situação, tinha sua vida e tranquilidade repousada em Deus. Se era assim para Davi, porque não seria para mim ou para você?

Samuel Bonette

sexta-feira, 23 de março de 2018

Ano XXXI - Dia 06 - 23/03/2018

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Sexta-feira é sempre um dia muito especial. Talvez a noite de sexta seja a minha noite mais animada da semana, justamente por causa do início do fim-de-semana. O jogo de palavras até que ficou legal, não? “O início do fim”.

Hoje, especialmente, tem a transmissão – que já está acontecendo – de um festival de música na TV, com apresentação de umas das minhas bandas favoritas, Red Hot Chilli Peppers.

Do lado de cá, estou um pouco preocupado com os assuntos que já estão pendentes desde o primeiro dia que escrevi, então vou listar aqui para não me perder. São:

1.      “compartilhar mais coisas sobre o que está acontecendo” – dia 01;
2.     “provedor e controle de tudo em suas mãos” – dia 03;
3.     “demais décadas da vida do homem” – dia 05.

Voltemos, então, à sexta-feira. Dia de começar a descansar, mas ainda com um pouco de gás da semana, sem hora para dormir, alta expectativa pelo que farei amanhã e domingo. Então, sem prender muito o leitor e escritor neste dia, certo?

#Bora, #partiufind.

Samuel Bonette

quinta-feira, 22 de março de 2018

Ano XXXI - Dia 05 - 22/03/2018

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Este negócio de escrever todos os dias tem sido bacana, mas também um pouco de responsabilidade em excesso, hehehehe. É bastante “intimidador” sentar na frente de uma página em branco e registrar algo que vai ficar para sempre.

Mas, voltando ao dia 01, o primeiro dia do meu 31º ano de vida, falei brevemente sobre o que penso ser a década mais importante da vida de um homem – 30 a 40 anos – e agora vou retomar um pouco daquele meu pensamento e tentar explaná-lo um pouco mais, sempre tendo em perspectiva que falo em linhas gerais, não sobre casos específicos.

Bem, em minha visão, entre os anos 0-9 o homem ainda é uma criança e tem pouquíssimo controle do que lhe acontece; não tem muito domínio nem sobre o que veste ou come, ficando à mercê da vontade de outras pessoas. Alguns traços de sua personalidade começam a aparecer, embora ainda bastante tênues, uma vez que há muito espaço para aprendizado e mudanças.

Nos anos 10-19 ele já tem mais possibilidades de escolha, especialmente na parte final da década – ainda mais se já tem seu próprio trabalho ou até mesmo se parte para servir as Forças Armadas. Neste período seu caráter também começa a ser moldado, bem como a sua forma de conduzir a vida. Aumentam as responsabilidades e também os benefícios de seu “envelhecimento”.  Talvez seja a década do “desabrochar”, verificado até mesmo pelo início de relacionamentos amorosos.

Entre os anos 20-29 acontece uma consolidação quase total de seu caráter e forma de conduzir a vida, a escolha da profissão, de um curso superior, um relacionamento estável – namoro ou até mesmo casamento -  amizades bastante fortalecidas e outras descartadas, etc. Claro que no meio destas escolhas vêm bastantes erros e aprendizados que levam à maturidade.

Quando entra nos 30-39 anos, já se tem alguns bons anos de trabalho duro e então começa a decidir-se no que investir mais e no que abandonar pelo caminho, o que muitas vezes vêm ou traz na esteira o sucesso profissional e crescimento financeiro, permitindo assim conquistas tais como um carro do ano, a casa própria, férias com viagens interessantes e etc. Penso que isto estabelece um nível, um padrão de qual será o mínimo aceitável e o máximo alcançável para o homem e sua família (a esta altura normalmente já se tem um casamento e filho(s)) – coisas que ele não prescindirá e objetivos que perseguirá. Talvez seja o auge da relação força x maturidade.

Nos 40 anos para cima já começa a decair a força, enquanto aumenta a maturidade, e esta relação cada vez aumenta mais. Não serei muito extenso sobre as demais décadas, por ora é desnecessário. Mais adiante falo sobre isto.

E é isto, dia 05.

Samuel Bonette

quarta-feira, 21 de março de 2018

Ano XXXI - Dia 04 - 21/03/2018

Estou muito tenso para escrever, hoje.

Após um raro dia com dor de cabeça, comemorações de aniversário da Bibiana e de uma semana flauteando os colorados, é muito difícil escrever hoje, haja vista a derrota – por ora iminente – e a atuação ridícula do juiz Leandro Condescendente Vuaden.

Este árbitro não pode mais apitar Gre-nais. Lamentável, para não dizer trágico.

Samuel Bonette

terça-feira, 20 de março de 2018

Ano XXXI - Dia 03 - 20/03/2018

Não é tão fácil assim escrever todos os dias. Eu até já sabia, mas com certeza tinha esquecido quando me propus a estes escritos do meu 31º ano.

Hoje é véspera do aniversário da Bibiana e tem sido interessante acompanhar o seu processo de amadurecimento bem de perto. Falo não com soberba ou olhar como que “de cima para baixo”, mas sim como quem se sente feliz por tal fato e desfruta, diariamente, deste processo e seus benefícios.

É interessante também que, durante os últimos anos, a Bibiana tenha aumentado seu interesse por política – hoje mesmo comentávamos sobre fatos recentes do cenário nacional – e alinhado sua visão à direita. Para mim não é surpresa uma coisa estar aliada à outra.

Enquanto eu escrevo, entre uma palavra e outra, dou uma espiada no filme Batman – O Cavaleiro das Trevas (melhor filme que já vi em toda a minha vida, juntamente com os outros dois de sua trilogia) e nele percebo uma cena onde o Coringa fala algo como “Batman trouxe esta loucura para a cidade”, mas todos sabem que o louco é ele!

Imediatamente lembrei-me de alguns esquerdistas que conheço e como seu comportamento é assim, baseado no “quanto pior melhor” ou no famoso mandamento de Lênin, “acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é” e, em nível mais profundo, na subversão, consciente ou não. Enfim.

Pessoalmente, tenho refletido bastante sobre algumas dificuldades que estou passando neste momento e pensando sobre o que Deus quer me falar a respeito. Creio que seja algo sobre Ele ser o provedor e ter o controle de tudo em suas mãos. 

Mas, falo sobre isto nos próximos dias.

Samuel Bonette

segunda-feira, 19 de março de 2018

Ano XXXI - Dia 02 - 19/03/2018

Bem, ontem eu falei sobre estar lendo um livro, chamado “A grande aventura masculina”, em que o autor fala sobre tornar-se (ou não) um homem e as consequências deste processo. Basicamente, segundo ele, a vida masculina é dividida em algumas fases e, para todas elas, ele precisa ser “iniciado” por outro homem até tornar-se homem, em toda a sua completude. 


No primeiro estágio da vida do homem, ainda criança, o pai deve, segundo o autor, tratar seu filho com todo o amor, de forma a ensinar o seu filho que ele é uma pessoa amada – não importa o que aconteça.

Como nos últimos tempos tenho pensado bastante a respeito de ser pai – e cruzando com as informações deste livro – quero compartilhar um pouco da emoção que tenho sentido sobre o quanto esta ligação pai/filho me parece ser real e forte na vida de uma pessoa.

Em especial, tive a oportunidade de ver um programa, em 2015, em que o cantor Fábio Jr. expressa seu coração (ainda rasgado) quanto à má relação com seu pai. Minha percepção é que o pai dele tinha algum problema (psicológico, alcoolismo, drogadição, não sei) que interferia diretamente na relação com sua mãe e com ele próprio, causando assim muitos sentimentos dúbios sobre se ele era realmente amado pelo seu pai.

A seguir, ele interpreta sua canção chamada “Pai” e é como se ele pudesse ver seu pai – já morto – ali novamente, em sua frente, e cantando esta música, se reconciliasse com seu pai e consigo mesmo.

Confira os vídeos abaixo:



Emocionante, não é mesmo?

Samuel Bonette

domingo, 18 de março de 2018

Ano XXXI - Dia 01 - 18/03/2018

Há um ano atrás eu entrei no que penso ser a década mais importante da vida de um homem – 30 a 40 anos. Mais adiante eu vou falar mais porquê penso isto, mas, em linhas gerais e genéricas, basicamente eu entendo (ou suponho) que nesta fase são estabelecidos (ou consolidados) alguns parâmetros na vida do homem e daquilo que ele pode fornecer a si mesmo e à sua família. É o auge de sua capacidade física e mental; talvez seja a maturidade se iniciando, não sei.

Enfim, quando eu estava próximo de completar 30 anos comecei a refletir sobre diversos aspectos da minha vida e concluí que precisava fazer algumas mudanças dali para frente, um passo que começou em minha mente, estendeu-se para algumas decisões em 2017, continua por agora e assim será durante esta década. Entre estas decisões, uma mudança de cidade, de profissão, de prioridades. 

Pois ontem eu completei o primeiro ano desta jornada e decidi fazer algo diferente, pelo menos neste ano: vou escrever diariamente até completar este ano 31, no mínimo. A ideia é compartilhar o que está acontecendo em minha vida e futuramente mostrar isto ao meu filho(a). 

Filho(a)? Sim, durante este ano ou o próximo serei pai – pelo menos é o que está em nosso planejamento de casamento desde o início, lá em 2009. Amanhã e depois vou compartilhar mais coisas sobre o que está acontecendo (já é a segunda promessa que faço neste texto, que medo, rsrsrs). 

Por ora: estou lendo o livro “A grande aventura masculina”, de John Eldredge. O texto bíblico do dia é Tiago 3:4 e a expressão chave é “maduros e íntegros, sem que falte a vocês coisa alguma”. 

Bem, por hoje é isto. Hoje o dia ainda é de comemoração, assim como foi ontem. 

Samuel Bonette

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Sobre viver uma vida que valha a pena ser vivida

vida livre plena - www.samuelbonette.blogspot.com.brComo descrever o indescritível? No filme Cidade dos Anjos, o ator Nicholas Cage interpreta um anjo, Seth, que não tem sensações tais como dor, fome, percepção de sabor, etc. Lá pelas tantas, ele pede que sua interlocutora, uma médica vivida por Nicole Kidman, descreva o sabor de uma pera. Ela lhe diz: “bom, é o gosto de... uma pera! Não sabe qual o gosto que tem uma pera?“ Ele responde: “Eu não sei qual o gosto que você tem da pera.”, ao que ela, finalmente, busca descrever: “Doce, suculenta... macia quando se come, granosa como areia doce que se dissolve na boca”.

A descrição não faz o menor sentido para mim, e na história, Seth também não saberia a sensação de nenhuma das coisas que foi usada para descrever a pera. Ambos viviam em mundos diferentes e tinham conhecimentos diferentes a respeito do mundo. Entretanto, apenas Seth tinha interesse em conhecer o outro lado, isto porque ele tinha apenas o conhecimento intelectual, sabia como funcionava, mas não tinha a experiência real, a sensação. A vivência traz situações reais de dor mas também de satisfação, dependendo de como você encara a situação.

Há uma história sobre três pedreiros, interrogados por um viajante que, percorrendo uma estrada, deparou-se com uma obra em início de construção. Três pedreiros, com suas ferramentas, trabalhavam na fundação do que parecia ser um importante projeto. O viajante, aproximou-se curioso. Perguntou ao primeiro deles o que estava fazendo. Estou quebrando pedras, não vê? Respondeu o pedreiro. Expressava no semblante um misto de dor e sofrimento. Eu estou morrendo de trabalhar, isto aqui é um meio de morte, as minhas costas doem, minhas mãos estão esfoladas eu não suporto mais este trabalho, concluiu.

Não satisfeito, o viajante dirigiu-se ao segundo pedreiro e repetiu a pergunta. Estou ganhando a vida, respondeu. Não posso reclamar, pois foi o emprego que consegui. Estou conformado porque levo o pão de cada dia para minha família. Mas o viajante queria saber o que seria aquela construção. Perguntou então ao terceiro pedreiro: O que está você fazendo? Este respondeu: Estou construindo uma Catedral!

Apenas o terceiro estava vivendo por algo que maior do que ele, por algo que ultrapassaria gerações, por algo que faria pessoas do mundo inteiro deslocar-se àquele local apenas para observar o fruto do seu trabalho.

E nós? Como estamos vivendo? Estamos vivendo uma vida que vale a pena viver ou estamos simplesmente nos refestelando em nossos próprios desejos? Possuímos as coisas ou deixamos que as coisas nos possuam? Estamos construindo uma catedral ou apenas aguardando – e às vezes, abreviando – nossa hora de morrer? 

As perguntas são gerais; as respostas, individuais.

Lembro, por último, as palavras do mestre Jesus: Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa, a encontrará. Pois, que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca de sua alma?


domingo, 3 de setembro de 2017

Meu amor bandido

amor bandido frustração - www.samuelbonette.blogspot.com.brEu não sei das outras pessoas, mas eu tenho um amor bandido: a música. Cara... como eu amo a música, mas é o como no filme Piratas do Caribe, quando o personagem James Norrington diz para Elizabeth Swan: nossos destinos são paralelos, nunca se encontram. Fato é que, de tempos em tempos, eu pego meu violão e começo a executar alguns acordes; após alguns momentos, porém, me ocorrem pensamentos como “minha voz é horrível”, “nossa, como tem gente mais habilidosa que eu”, “meu Deus, porque eu não consigo executar estes solos simples?” e por aí afora. A frustração bate e bate forte, dizendo, de forma irônica: “quem tem dó é violão”.
Aliás, de todos sentimentos, a frustração é para mim, talvez, o mais difícil de lidar. É tão difícil que, há muito, eu procuro não criar expectativas – visando evitar a frustração. Meu amigo André Santos disse que isto pode ser ruim, porque também rouba a celebração das coisas boas da vida. Eu concordo.

As frustrações são sempre muito doloridas, para mim. Cito exemplos: quando não consigo desenvolver um relacionamento da forma que eu gostaria; esforços feitos que não são valorizados; quando há falta de empatia; quando tento estabelecer um diálogo com quem não quer falar; e tantos outros que poderia citar. Talvez a frustração advenha de não conseguir controlar todas as coisas.

Devo admitir que, quando isto acontece, fico amargo, azedo, extremamente insuportável, rancoroso, rixoso, detestável, nem eu me aguento. Lembro-me de um réveillon em que fiz um escândalo, só porque eu queria um colar e, quando cheguei na loja em que ia comprá-lo, a mesma já estava fechada. Bah... fiquei muito frustrado e "descontei", injustamente, em minha então namorada e atual esposa, sendo rude e grosseiro com ela; depois de alguns minutos, me dirigi a outra loja e encontrei o colar desejado, mas já era tarde. Nem toda a satisfação em adquirir o desejado foi capaz de amenizar o climão que eu tinha criado, infelizmente.

“Mas então mude” – você pode estar pensando. É mais difícil do que parece, meu amigo. Claro que, com a maturidade crescente, ao longo, dos anos, aprendi a lidar melhor com isto tudo e hoje em dia tenho estratégias para evitar/mitigar/diminuir os efeitos, mas não posso dizer que deixo de sentir. Aliás, é pior negar os seus sentimentos, acredite. É extremamente saudável reconhecê-los e aprender a lidar com eles.

Eu sei que uma das coisas que ajuda a conter este sentimento é exercitar a gratidão: pensar no que se tem, no que já se conquistou, pensar em situações adversas que já passou e venceu, etc.. Outra coisa é parar de focar tanto em seus problemas e ajudar outras pessoas. O mais efetivo, porém, muito embora não possa ser usado indiscriminadamente ou a qualquer hora, é um bom período de sono. É tiro e queda.

E você? Qual o seu pior sentimento? O que você faz para lidar com ele?

terça-feira, 23 de maio de 2017

Adelar - Quando a história é você

Escritor, crônica, Adelar, histórias - www.samuelbonette.blogspot.com.br
Hoje vou falar sobre o Adelar. 

Adelar é um sujeito baixinho, por volta de 1,65m, tem uma barriga saliente, cabelos castanhos nas laterais da cabeça e, no topo, uma careca bem lustrada. Pelo menos é o que ele diz, quando fala sobre sua careca. Adelar tem uma verruga quase imperceptível no canto do nariz e seus olhos são normais: nem grandes, nem pequenos, nem rasgados nem puxados, nem esbugalhados.

Adelar é um sujeito da capital mas tem um jeitão interiorano: gosta de usar calça e jaqueta jeans, camisa xadrez, sapato mocassim e na cintura, um enorme chaveiro , que avisa que sua chave está no bolso direito; não sei exatamente porque isto aconteceu, onde ele aprendeu a vestir-se assim.

Adelar escreve crônicas. Suas crônicas são publicadas diariamente em um jornal de grande circulação mas nunca com sua assinatura: Adelar vende suas crônicas para um famoso jornalista que apenas e simplesmente insere seu nome e, assim, publica as histórias do Adelar.

Se ele fica triste com isto? Não, ele não é muito pretensioso. Ele se contenta em ganhar dinheiro com isto (não é muito, mas está longe de ser pouco), olhar no jornal e saber que aquilo é seu e, claro, poder manter-se no anonimato.

Ele não fuma nem tem vícios, mas quase todo dia vai até uma lanchonete em frente a um parque perto de seu apartamento - que fica numa região boêmia da cidade, óbvio - pede uma bebida e fica ali sentado, com seu jeitão de homem do interior, com sua agenda de páginas douradas aberta e sua caneta azul em punho.

Adelar observa tudo: o garçom simpático que atende a todos como se fossem velhos conhecidos, o freguês que é um velho conhecido do garçom e fica feliz em revê-lo, dando-lhe um largo e simpático sorriso, o senhor de 50 anos que come à mesa com seu pai de 73 anos, os torcedores que ostentam uniformes de seu time do coração, enfim, nada passa desapercebido aos olhos dele, (apesar de ele ter os olhos normais, seus olhos não são grandes, nem pequenos, nem rasgados nem puxados, nem esbugalhados).

Ele também ouve tudo. Dali ele tira a grande maioria das suas crônicas, ouvindo as histórias de quem passa por ali e rabiscando-as na sua agenda com grandes letras garrafais. Tablet, celular e computador nunca estiveram nos seus planos, muito menos em suas mãos. Ele já perdeu a conta das histórias que contou e tem, na vida, uma única frustração, bem escondida: sua vida nunca foi personagem de uma crônica.

Por razões óbvias, ele nunca cogitou contar a própria história como se fosse a de outra pessoa - ele jamais poderia mentir para si mesmo. Mas hoje, 22/05/2017, Adelar estava na lanchonete, como de costume, e na mesa a sua frente sentaram quatro pessoas - um homem e três mulheres, um grupo bem heterogêneo e interessante. Adelar ouviu, ouviu, ouviu e lá pelas tantas pescou uma história interessante que estará no jornal de amanhã, assinado pelo jornalista que compra suas crônicas.

O que Adelar não sabia é que o homem que estava na mesa da frente era eu e agora sua história está sendo contada, como ele sempre sonhou: uma crônica sobre Adelar.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

03 razões para escrever um livro

Diz o velho ditado que o ser humano, antes de morrer, precisa fazer três coisas: ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Sobre os três, trata-se de ir além do que a sua própria vida poderia alcançar, uma vez que são registros para a posteridade.  Ao gerar um filho, é inegável a alegria, amor e também a responsabilidade que recai sobre os ombros de quem o faz. Ao plantar uma árvore, você contribui para um planeta melhor, seja pela sombra gerada pela árvore, pela oxigenação do ar e até mesmo com a alimentação de pessoas, caso a árvore seja frutífera.

Hoje, porém, quero falar sobre o terceiro item, escrever um livro. Listarei abaixo três razões para você fazê-lo, mas desde já alerto você que, depois de escrever, é necessário publicá-lo.

1. Produção intelectual: se você faz carreira acadêmica, pretende entrar nesta área ou quer fazer concurso, há razões de sobra para você escrever e publicar um livro. Além de somar pontos que o diferenciam dos demais candidatos em muitos concursos, ter publicações melhora seu currículo (Lattes, na área acadêmica), o que abre portas para você lecionar em cursos superiores, tanto de graduação quanto de pós-graduação. Mesmo se o seu foco for o mundo coorporativo, também indica que você se preocupa com a parte técnica/intelectual do seu trabalho, não sendo um mero executor de tarefas, mas uma pessoa que pesquisa e produz conhecimento, gerando melhorias práticas no dia-a-dia da sua empresa.

2. Tornar-se referência: todo mundo, naturalmente, respeita alguém que escreveu um livro sobre determinado assunto. Chiavenato seria somente o Idalberto, caso não tivesse escrito e publicado todos os livros que tem, sobre Administração. Lispector seria apenas Clarice. E as vantagens de ser referência em alguma coisa são bastante óbvias: melhor aceitação de sua argumentação, oportunidades de emprego e consultoria na sua área de conhecimento, convites para palestras, oficinas e simpósios, etc., entrevistas para jornais, rádio, revistas, além de uma rentabilidade sobre estas tarefas.

3. Registrar sua obra: este é um dos aspectos mais inspiradores e belos. Escrever e publicar um livro é expor seus pensamentos e sentimentos em relação a algo, é poder usar as palavras para expressar o que está dentro de você e parte do que você é, registrar (para a eternidade, talvez) o seu momento atual, sua visão de mundo e de futuro. É fazer hoje algo que seus filhos, netos, bisnetos e todos os seus descendentes poderão revisitar, no futuro, para conhecer e lembrar de você e o que você fez. Independentemente se for um livro mais técnico ou de histórias, aquilo que você é fica registrado ali e será seu legado para as gerações futuras.

Bem, como falei antes, depois de escrever seu livro é necessário publicá-lo, o que é um trâmite mais técnico e nem todas as pessoas sabem como fazê-lo, motivo pelo qual muitas até desistem de seus projetos. Este registro gera o famoso ISBN, o que é absolutamente necessário para você ser considerado o autor da obra.


Embora seja muito difícil entrar para o catálogo das grandes editoras, hoje em dia o mercado, graças a Deus, está bem mais democratizado e há muitas editoras bem bacanas que estão abertas a receber novos autores, das quais indico a Editora Mondéz (www.editoramondez.com.br), pois eles tratam cada obra de forma individualizada e fazem uma espécie de plano de negócios para que o projeto seja bem sucedido.

Se você tem um livro escrito e não publicado, se está escrevendo um e procurando editora para publicá-lo ou mesmo irá começar a escrever um e precisa de mais informações, entre em contato com eles, são muito atenciosos e vão te ajudar em tudo.

Samuel Bonette

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