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domingo, 15 de abril de 2018

Ano XXXI - Dia 28 - 14/04/2018

Ano XXXI - Samuel Bonette - www.samuelbonette.blogspot.com.br
Sábado é um dia bem tranquilo, tem bastante tempo para escrever, que coisa boa. Só que, sabe o quê acontece quando você tem muito tempo disponível para fazer algo? Não raras vezes você adia tanto que, quando vê, já não tem mais tempo para fazê-lo.

Ontem foi assim: acordei cedo, levei um relógio na relojoaria, cortei cabelo, passei no açougue, almocei, assisti um filme com a Bibiana, olhei o jogo do Grêmio, tomei banho e fui para o casamento do meu amigo Peterson, voltando para casa já na madrugada de domingo.

E o meu tempo de escrever? Foi pelo ralo. Não que eu não tenha tido tempo para escrever, nem que eu tenha ficado sem fazer nada (o dia foi bem ocupado, até), mas o que faltou foi: prioridade.

Em compensação, hoje vou escrever em dobro, prometo.

Samuel Bonette

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Ano XXXI - Dia 27 - 13/04/2018

Ano XXXI - Samuel Bonette - www.samuelbonette.blogspot.com.br
Final de semana chegando e é sempre uma ótima oportunidade para dedicar um tempo a mais para reflexões e, claro, escrever.

Noutro dia eu estava falando a respeito de identidade e hoje vou retomar o assunto. A linha de raciocínio era a respeito de você saber quem é, independentemente do que possui e das comparações com outras pessoas, o que fazemos com enorme frequência. Ao final, deixei uma pergunta sobre como ter certeza exatamente sobre quem você é.

Na academia aprendi algo interessante: na vida, em algum momento, tomamos consciência de que somos alguém quando nos diferenciamos do primeiro ser que conhecemos, a nossa mãe. Quando entendemos que não somos extensão de outro ser, então sabemos que somos alguém.

Durante a caminhada da vida, porém, por vezes é bastante nebuloso saber quem somos, de fato. Se sabemos quem somos por nos diferenciar de outros e a nós mesmos não é clara a definição de quem somos, como podemos resolver a questão?

Para mim é claro: você precisa ter sua identidade conhecida pelo seu Criador e guardada em Cristo. Vejamos algumas coisas que Ele diz a seu respeito (compartilhado de Pr. Júnior Lima):

Filho de Deus (Rm 8:14-16)
Crucificado com Jesus (Rm 6:6-8)
Reconciliado com Cristo (Rm 5:10)
Ressurreto com Cristo (Rm 6:9-11)
Está em Cristo (Rm 5:1)
Livre de condenação (Rm 8:1)
Amado por Cristo (Jo 3:16)
Seguro em Cristo (Rm 8:31-39)
Pleno em Jesus (Col 2:10)
Perdoado (Col 1:13-14)
Salvo para sempre (Ef 2:8)

Legal, né? E não para por aí, tem muito mais.

Samuel Bonette

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Ano XXXI - Dia 26 - 12/04/2018

Ano XXXI - Samuel Bonette - www.samuelbonette.blogspot.com.br
Quinta-feira é dia de tomar a cozinha de assalto.

Pão, pizza.

Massas, basicamente.

Por uma posição filosófica, eu entendo que todas as pessoas devem saber cozinhar, pois sua sobrevivência depende diretamente de sua alimentação e, em caso de necessidade, você não dependerá de ninguém para sobreviver.

Sobre a pergunta de ontem? Talvez continue amanhã ou depois, não sei.

Hoje é dia de cozinha.

Samuel Bonette

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Ano XXXI - Dia 25 - 11/04/2018

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Uma questão que sempre ocorre a um homem é se o que ele tem é o suficiente. Claro que isto recai quase que inevitavelmente em questões materiais: dinheiro, propriedades, imóveis, etc. É bastante fácil cair nesta questão quando você olha para o lado e vê outros homens que tem mais que você.

Entretanto, há outra questão mais profunda e que não está tão a tona: a pergunta é se ele é suficiente. Insegurança é um tema bem complexo para quem tem que prover segurança para outros.

Frequentemente homens tentam ser mais do que são, tentam demonstrar mais força do que realmente têm, fornecer respostas que não possuem, enfim, procuram construir uma determinada imagem de “super-herói”, em detrimento da realidade. Obviamente que isto está ligado a sua identidade, sua consciência a respeito de si mesmo, sobre sua capacidade e lugar no mundo.

Porém tudo isto fica pequeno ou em segundo plano quando você sabe exatamente quem é, suas fraquezas e virtudes, capacidades e limitações, etc.. Mais do que isto, quando você tem a consciência de que é exatamente aquilo que poderia/deveria ser, neste tempo. Nem mais nem menos, nem pior nem melhor.

E como ter certeza a este respeito?

Samuel Bonette

terça-feira, 10 de abril de 2018

Ano XXXI - Dia 24 - 10/04/2018

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Imagine que você queira fazer algo que seja tocante, pessoal e ao mesmo tempo inspirador. Você deve imaginar que isto é algo difícil, não é mesmo? E fica um pouco mais difícil se você tenta fazer isto no meio de sua rotina. Eu asseguro: é realmente difícil.

Neste meu ano 31, tenho tentado fazer isto e por vezes a ideia de incapacidade vem me zombar, provocar e tentar me diminuir.

No filme “Enquanto Somos Jovens”, Ben Stiller fala para sua esposa, lá pelo final do filme:

– Para mim é difícil ter uma coisa incrível, todo dia, e reconhecê-la. Tenho uma coisa incrível todo dia – referindo-se à sua esposa.

Ter em perspectiva que sua vida não é para ser vivida somente em função de si mesmo dá forças para se superar. Em alguns casos, para se diminuir e em outros, para se agigantar.

Um homem deve ser forte o suficiente para perceber quando deve ser “fraco” – em outras palavras, não se fazer de forte. A fraqueza tem a sua força e ela emerge da sensibilidade.

Penso na figura de um Deus com poderes ilimitados que escolhe se encarnar em um homem, com todas as limitações inerentes a um homem – e de como podemos agir em semelhança a este comportamento.

Saber que tem algo incrível, todos os dias, e tratá-lo como tal, não é difícil somente para Ben Stiller, é para todos nós. É necessário olhar com mais atenção ao que nos cerca e dar o devido valor.

A vida também é feita de reconhecimento.

Samuel Bonette

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Ano XXXI - Dia 23 - 09/04/2018

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Segunda feira um tanto cansativa; encaro esta página em branco a ser preenchida com meu já habitual escrito diário. Poética e abstratamente, como a vida é. É um convite à procrastinação e zona de conforto.

Aliás, homens são reiteradas vezes convidados à procrastinação. E quem nos convida? Nós mesmos. Se por um lado temos um instinto conquistador, a “ausência de desafios” nos faz fracos, indisciplinados, proteladores e, aos poucos, covardes.

E não há maior desastre do que este, para um homem.

Amanhã continuo.

Samuel Bonette

domingo, 8 de abril de 2018

Ano XXXI - Dia 22 - 08/04/2018

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Como falei há alguns dias atrás, estou lendo o livro “A grande aventura masculina”, de John Eldredge.

Ontem vi uma frase que me chamou a atenção, e ela era: “De fato, pode levar muito tempo e exigir provocações repetidas, mas, por fim, um homem deve perceber que existem certas coisas na vida pelas quais vale a pena lutar”.

Vem a calhar com minhas reflexões dos últimos dias e também sobre as dos próximos, onde vou buscar tratar um pouco do assunto.

Mas hoje é domingo, dia de descanso, né?

Samuel Bonette

sábado, 7 de abril de 2018

Ano XXXI - Dia 21 - 07/04/2018

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Então, terminando meu raciocínio de há dois, três e quatro dias atrás...

No primeiro dia comecei falando sobre o código moral e o código legal e a superioridade do primeiro em relação ao segundo. Falei sobre como o código moral dava suporte ao código legal na formulação das leis. No segundo dia, como o código moral dava suporte e força ao indivíduo na aplicação pessoal, de forma que, por sua consciência, optava por cometer – ou não – os ilícitos. No terceiro dia, eu falei brevemente sobre o “legalismo”, ou seja, quando se usa subterfúgios das leis – existentes ou inexistentes – para cometer ilícitos ou atos que, embora sejam amorais, não estão previstos em lei – logo não são ilícitos, embora devessem sê-los.

Neste último dia, quero concluir falando sobre as consequências práticas coletivas dos códigos legais e morais. Ambos foram concebidos para ser instrumentos contra a violência e vingança entre indivíduos, mas é curioso que eles devem usar de violência para serem efetivos e respeitados. Para que funcionem, não devem ser, de forma alguma, objetos de desprezo ou escárnio e, coletivamente, devem haver mecanismos para impedir que isto aconteça.

Embora a violência seja normalmente associada a algo ruim, ela é simplesmente o resultado da aplicação da força. Ocorre que os ofensores de ambos os códigos, além de terem feito uma opção deliberada por descumpri-los, frequentemente não querem sofrer as consequências de seus atos e empregam ainda mais violência para conseguir safar-se delas.

Os códigos moral e legal não podem ser passivos ou frouxos frente ao acinte e devem agir energicamente contra seus ofensores, empregando assim a violência necessária e cabível para tanto pois quem poupa o lobo sacrifica a ovelha. Também é necessário sempre ter-se em mente o caráter pedagógico do exemplo punitivo ao mau comportamento, a fim de desencorajar outros que assim queiram comportar-se.

E assim encerro estas reflexões, embora não tenham se esgotado nem estressado o tema ao extremo, mas por ora, fazem-se suficientes.

Samuel Bonette

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Ano XXXI - Dia 20 - 06/04/2018

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Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje. Mas se eu não posso fazer hoje, tem como deixar para amanhã, né?

É recomendado não se fazer nada de cabeça quente ou mente cansada e neste momento estou na segunda opção, então amanhã termino o meu raciocínio.
Samuel Bonette

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Ano XXXI - Dia 19 - 05/04/2018

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Dizia eu que “o código moral é superior ao código legal porque muitas coisas não são ilegais (ou seja, não há lei proibindo) mas são imorais” e hoje quero desenvolver um pouco mais este pensamento junto de uma crítica ao “legalismo”.

Enquanto escrevo, neste exato momento, as emissoras de televisão dão cobertura ao caso do ex-presidente Lula, agora julgado e reconhecidamente um criminoso que teve sua prisão decretada. Ontem houve o julgamento e negação de um habeas corpus preventivo a ele.

Hoje, durante o dia, houve tentativas de prever a data em que poderia vir a ser expedida a ordem de prisão, uma vez que ainda caberiam alguns recursos (que não alterariam o fato de que ele seria preso, apenas buscariam esclarecimentos sobre as decisões). De forma positivamente surpreendente, o tribunal já expediu a ordem de prisão pois entendeu que quaisquer destes recursos seriam meramente para protelar a execução e cumprimento da pena.

Isto dá um sinal claro que ninguém está acima da lei e que ninguém vai ficar “enrolando” para ganhar tempo e escapar de cumprir suas obrigações perante a lei. Isto é uma mensagem moral para todos de que não há impunidade.

Mas antes mesmo disto, sem usar um caso tão emblemático, chamo a atenção para a superioridade do código moral sobre o código legal por um simples motivo: não há, no mundo, um conjunto de leis, escrita de forma tão clara e inequívoca que fique isenta de dúvidas ou interpretações diversas bem como não há a possibilidade deste conjunto de leis prever todas as situações.

Vou dar um exemplo em que isto se verificará facilmente. Há pouca legislação, no Brasil, que trate sobre crimes cibernéticos, pois quando as leis brasileiras foram formuladas, não havia computador nem internet (e posteriormente optou-se por não abordar estes crimes, quando da reforma das leis). Portanto, nada do que fosse feito pela web seria punível – ameaças, difamação, divulgação de fotos ofensivas, comentários racistas e etc.

Então, o que impedia que a maioria das pessoas não cometesse tais atos (enquanto outras poucas o faziam, é verdade)? Um código moral. E quem cometia tais atos, porque não podiam ser punidas? Porque não estava na legislação. Isto nada mais é do que um legalismo inútil, pois em lugar de justiça, faz-se injustiça.

No outro lado desta equação, temos as prescrições de crimes. Imagine que o prefeito de uma cidade atirou em um inimigo político dentro da câmara de vereadores, em sessão televisionada. Mesmo sendo da ciência de todos – ou de muitos – que tal crime foi cometido por uma determinada pessoa e tendo diversas provas, se ele não for condenado e julgado em determinado prazo, ele não cumprirá pena. É um absurdo.

Por isto, falo e reitero: o código moral é superior ao legal e deve dar suporte ao mesmo.

Amanhã termino o raciocínio, pois hoje já me estendi.


Samuel Bonette

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Ano XXXI - Dia 18 - 04/04/2018

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Continuando a ideia de ontem...

O código moral dá suporte ao código legal. Isto é verdade especialmente quando pensamos sobre o que é moral e o que é legal. Enquanto que o código legal pune apenas aquilo que é concreto e que pode ser provado, o código moral dá força e justificativa ao indivíduo para que ele não cometa os ilícitos.

Algumas pessoas elencam motivos como condição financeira deficitária ou baixo efetivo policial para justificar que pessoas cometam crimes. Discordo frontalmente e a própria realidade trata de, com sua habitual dureza, rechaçar estas teses.

Até entendo que, em momentos de desespero e face a uma necessidade imperiosa de ordem física, aliado (ou não) à baixa repressão ao crime, o indivíduo venha a cometer algum crime visando sua subsistência, embora não se justifique.

A primeira hipótese é refutada quando se verifica uma imensa população pobre não cometendo delitos, indo diariamente trabalhar, com honestidade, e assim mantendo-se por anos, na maioria das vezes, por toda a sua vida.

No outro lado desta equação, pessoas com imensas riquezas que não perdem a oportunidade de roubar e cometer diversos tipos de ilícitos, muitas vezes baseando-se em alguma salvaguarda garantida pelas suas riquezas.

A segunda hipótese, por sua vez, é destruída quando se maximiza os efeitos de dois possíveis cenários: o primeiro no qual todos os indivíduos decidam cometer ilícitos e o segundo no qual todos os indivíduos decidam não cometer ilícitos.

No primeiro cenário, não haveria polícia suficiente para prender todo mundo (até mesmo porque os próprios policiais estariam cometendo ilícitos) – e tudo o mais que vem nesta esteira (julgamentos, presídios, etc.). No segundo cenário, inexistiria a necessidade de polícia ( e tudo o que vem nesta esteira), uma vez que não haveria necessidade da mesma, dada a inexistência de ilícitos.

Obviamente a realidade não é tão clara quanto os exemplos acima e tem muitas facetas que eu não poderia aqui contemplar. Entretanto, é fato que a decisão de descumprir uma lei é, em última análise, uma decisão moral e por isto que o código moral é superior ao código legal porque muitas coisas não são ilegais (ou seja, não há lei proibindo) mas são imorais.

Mas isto é assunto para amanhã.

Samuel Bonette

terça-feira, 3 de abril de 2018

Ano XXXI - Dia 17 - 03/04/2018

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Todo código legal deve ser precedido e suportado por um código moral. Sem o código moral, esvai-se o propósito do código legal e gera oportunidades de distorção que, convenhamos, servem exclusivamente aos maus.

Os códigos legais ocidentais (e muitos orientais) baseiam-se no código moral judaico-cristão, que contém diversas orientações sobre a dignidade da vida humana, das posses, da dignidade dos animais e por aí vai.

Como a maior parte das pessoas tinham a crença cristã, especialmente, naturalmente as leis eram entendidas e cumpridas, pois já estavam calcadas naquilo que as pessoas já acreditavam, viviam e faziam. O modo de vida cristão estava enraizado na cultura.

Entretanto, com o passar do tempo, devido ao abandono da fé ou diminuição da prática cristã, veio a secularização das mentes e, na sua esteira, o caos social. Além do aumento da barbárie contra a vida humana, posses e contra a própria dignidade do ser humano, seja quem comete os crimes ou quem é vítima dos mesmos.

Propositalmente ou não, ao “esquecer-se” deste suporte moral, comportamentos, leis e julgamentos são fundamentados em bases frágeis, facilmente destrutíveis e, como disse acima, a serviço dos maus.

Vivemos dias terríveis, mas felizes são os que têm sede de justiça, pois serão fartos.

Samuel Bonette

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Ano XXXI - Dia 16 - 02/04/2018

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O sofrimento e a dor têm a sua beleza. Produzem humildade, maturidade, paciência e devem, sobretudo, produzir perseverança.

Mas a vida também é feita do belo. A separação de tempo para contemplação de tudo o que é belo, especialmente a Natureza, deve ser uma disciplina adotada e aplicada em sua vida. Além de todos os benefícios, serve para colocar em perspectiva tanto as coisas belas quanto as más.

Um poema sobre o amanhecer, espero que goste.

“Enquanto nascia o Sol
Ainda brilhavam estrelas no céu
O negro profundo azulava-se
- preguiçoso, embora resoluto -
no céu, como uma cúpula arredondada.

Onde estaria a solidão escondida
- para que eu não pudesse tocá-la -
Senão entre aquela noite e amanhã?
Dorme, dorme, estrelinha
Dorme, dorme, coração.

Samuel Bonette

domingo, 1 de abril de 2018

Ano XXXI - Dia 15 - 01/04/2018

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Tem aquela história de um menino e um cavalo, com diversas reviravoltas e, sempre que acontecia algo, seu pai o alertava que, aquilo que parecia bom poderia ser ruim e o que parecia ser ruim poderia ser bom.

Mas hoje não. Hoje é Páscoa, é dia de passagem, de ressurreição, dia de túmulo vazio, de milagre divino, de encontro e reencontro, de abandonar o que não acrescenta e abraçar aquilo que completa: Jesus. Hoje é alegria completa, saltitante ou contida, não importa, mas não há espaço para tristeza.

Hoje é retomada de vida, é dia de libertação, de livrar-se da culpa e entregar-se completamente a quem nos amou, não com um amor fraco e indolente, mas com um amor forte e profundo, completo e suficiente, libertador e para ser relembrado sempre, até o fim dos tempos.

Sigamos, ainda humanos – e tão fracos quanto qualquer outro – ainda não sem falhas e erros, mas com a certeza de, um dia de cada vez, vencer o mal por este poder superior.

João 15:10-14: “Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço. Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa. O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros como eu os amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno.”

Feliz Páscoa.

Samuel Bonette

sábado, 31 de março de 2018

Ano XXXI - Dia 14 - 31/03/2018

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Naquele fatídico fim de semana da morte de Cristo, o sábado foi dia de silêncio. Dia de sentir a dor. Dia de chorar a ausência que ainda seria sentida. Dia de tentar definir se tudo era apenas um terrível pesadelo ou realmente tinha acontecido.

Dia de rever os momentos, os lances. De pensar na frase de Jesus para Judas: “Amigo, o que o traz?”. Ou então quando pediu que simplesmente o prendessem e deixassem seus amigos ir embora. Dia de pensar até mesmo porque que havia uma pessoa vestida somente com um lençol de linho e, quando tentaram prendê-lo, saiu correndo nu.

Triste dia. Dia de silenciar e sentar-se ao canto da casa.

Fora desta bolha reflexiva, hoje foi dia de comemorar mais um aniversário de meu pai. Dia de contrastes. Como a vida sempre é.

Samuel Bonette

sexta-feira, 30 de março de 2018

Ano XXXI - Dia 13 - 30/03/2018

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A melhor reflexão é aquela feita por si próprio a respeito de si mesmo, ou seja, você pensando sobre sua vida. E porque é a melhor? Por que é a que efetivamente modifica você e sua vida. Claro que há muitos gatilhos para ativar esta reflexão e a maioria deles são externos, mas só você pode mudar seu mindset, em última análise.

E, sendo eu uma pessoa muito ligada ao aqui e agora, ao tangível, com baixa tendência à abstração, no dia a dia, hoje fiquei a refletir, como prometido, sobre a Páscoa.

Em um primeiro momento, em meio a outras tarefas do dia, me peguei a pensar: o que esta história, acontecida com uma pessoa que não conheci pessoalmente, há mais de dois mil anos atrás e há tantos quilômetros de distância daqui tem a ver comigo?

Em um segundo momento, o pensamento foi: como/porque esta história, acontecida com uma “pessoa comum”, em um lugar irrelevante na época, alcançou tamanha proporção a ponto de moldar a história de tantas pessoas e países por mais de dois milênios?

A minha resposta é: porque tem verdade nesta história. Tem profundidade e é empática. Dá sentido à vida, a ponto de provocar reflexões e profundas mudanças de comportamentos e hábitos. Faz com que pessoas ajam contra o que lhes seria seu comportamento natural, por conta de uma escolha moral e racional.

Relendo a história, posso perceber um homem que amou profundamente seus amigos, a ponto de lhes salvar a vida. Posso perceber também um Deus amando profundamente a sua criação, a ponto de sacrificar seu filho para redimir o melhor dela – o homem. Me ocorre a frase: vão-se os anéis, ficam os dedos.

E quem somos nós, objetos de tanto amor, apreço, sacrifício e esforço? Não mais do que um vento passageiro, um vapor que logo se dissipa, um ser que, acometido de algum pequeno ferimento ou doença, logo perde sua vida.

Por que nós? Por que eu? Por que você? E, na visão de Deus, por que não?
As perguntas são gerais; as respostas, individuais.

Boa reflexão.

Samuel Bonette

quinta-feira, 29 de março de 2018

Ano XXXI - Dia 12 - 29/03/2018

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Quinta feira, véspera de Sexta-Feira Santa, véspera de feriado. Seria um grande dia para reflexão mas, sendo absolutamente sincero, estou mais empolgado pelo dia de descanso extra do que pelo feriado em si.

Eu tenho total consciência do quanto os próximos três dias são  importantes e amanhã pretendo falar mais a respeito, mas neste momento, me deixo seduzir pela proposta simples do descanso.

Seja pela displicência ou por falta de costume, percebo em mim mesmo a falta da devida atribuição de importância a esta data. Aliás, como falei há dois dias, a reflexão – e reflexão sobre esta data e seu significado – é riquíssima.

Me alivia um pouco a ideia de que não posso dar o que não recebi; para mudar esta história e poder fazer diferente, amanhã pretendo tirar algumas horas para refletir sobre Páscoa, seus significados históricos, aplicação prática e pessoal e, claro, escrever a respeito.

Até amanhã.

Samuel Bonette

quarta-feira, 28 de março de 2018

Ano XXXI - Dia 11 - 28/03/2018

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Assisti os filmes “Corpo Fechado” e “Fragmentado”. Filmes com personagens densos me chamam a atenção, especialmente porque consigo analisar, através da arte cinematográfica, o comportamento humano. Acho bastante interessante também analisar a expressão fácil dos atores e este último filme é rico nesta demonstração.

Tem um filme chamado “Quero ficar com Polly” em que o ator faz a análise da expressão facial de uma mulher enquanto ela fala. Lógico que, por ser um filme, tudo é previamente combinado e previsível, mas é uma excelente sacada.

Eu assisti este filme há muito tempo, mas somente comecei a observar isto há uns dois anos atrás (pelo que me lembre), quando passei a assistir TV sem volume, em programas que apresentam pessoas “da vida real”, ou seja, que não são personagens.

É interessante também ouvir a expressão vocal, sem ver a imagem (ouvir os diálogos sem olhar para a tela da TV). Você começa a perceber melhor o humor da pessoa – ou a emoção que ela está sentindo – simplesmente ouvindo seu tom de voz.

Claro que há especialistas neste assunto, pessoas que analisam estes fenômenos cientificamente – e eu não sou um deles – mas pela simples observação e por analogia com seu próprio comportamento, é possível detectar muitas emoções que estão além do transmitido pela fala da pessoa.

Isto pode te ajudar no trato com as pessoas ou mesmo te livrar de situações embaraçosas. Captar do que as pessoas gostam ou não gostam é uma vantagem enorme em qualquer relacionamento.

Quando puder, faça um dos exercícios acima. Garanto que você vai dar um salto de qualidade nos relacionamentos quando sua percepção sobre os outros for mais apurada.

Samuel Bonette

terça-feira, 27 de março de 2018

Ano XXXI - Dia 10 - 27/03/2018

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Um tempo livre é um precioso momento para refletir sobre a vida.

Porém, normalmente, quando temos um tempo livre, talvez o impulso mais imediato seja relaxar, assistir um filme ou série, fazer algum exercício físico, um programa com amigos, enfim, buscar alguma forma de lazer.

Não estamos lá muito acostumados com a reflexão, silenciosa e solitária. Aliás, não estamos muito acostumados nem com o silêncio nem com a solidão. Estas duas coisas até mesmo assustam muitas pessoas e, voluntariamente, poucos se expõem a este tipo de situação.

Ficar a sós consigo mesmo pode parecer assustador.

Carl Jung falava muito sobre a perda de contato do homem ocidental com seu lado espiritual, diferente do que acontece com o homem oriental. A reflexão é uma disciplina para proporcionar  conexão com Deus e consigo mesmo.

Mas, se você quiser e puder aceitar um conselho: programe momentos para reflexão mas sem perder a perspectiva de quem você é, não considerando que é mais ou menos importante do que realmente é. Lembre-se: “A soberba precede a queda”.

Samuel Bonette