Estamos no Google+

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Está ruim? Pode piorar...

Bom, ruim, melhor, pior - www.samuelbonette.blogspot.com
O ruim nem sempre é o pior. Constatação óbvia, podem até dizer alguns, mas nem sempre é tão óbvia. Ruim é, por definição, algo desagradável, mau, que não presta. Pior é aquilo que de mais desagradável poderia ocorrer. Dentre todas as opções, a mais infame, insensata, imprudente ou desacertada. Obviamente que sempre tentamos acertar, mas por diversas vezes acabamos piorando tudo. Temos vários exemplos nos quais foram feitas mudanças, a título de melhoria, mas estas vieram a causar ainda mais transtornos do que havia anteriormente.

Um exemplo rápido: o pão francês, vulgo cacetinho, era vendido no país inteiro por unidade. Alguns lugares cobravam R$ 0,20, outros R$0,15, outros R$ 0,30, e os mais baratos cobravam R$ 0,10. Tempo bom, não? Não era isto o que pensavam os legisladores brasileiros: fizeram uma lei determinando que todos os estabelecimentos comerciais passassem a vender o referido pão a quilo, alegando que os valores praticados eram incoerentes, uma vez que cada lugar fazia o pão com tamanho conforme achasse melhor. Resultado: hoje compramos pão por R$ 0,40, R$ 0,50, R$ 0,45, e os mais baratos por R$ 0,30 (bastando para isto dividir o valor total pelo número de unidades). Um verdadeiro absurdo, uma triste realidade, um real exemplo do que mencionei acima: o ruim nem sempre é o pior.

Estas situações ocorrem normalmente quando não conhecemos a essência, somente o procedimento. Não sabemos por qual motivo isto é feito assim e por qual motivo aquilo é feito de outra forma; quando temos ciência somente das relações entre causa e efeito, mas desconhecemos o que ocorre entre uma ponta e outra, entre o input e o output. No momento em que somos questionados e não sabemos porque fazemos, passamos a ser questionadores também, e a tendência é abandonar o comportamento. Exatamente neste ponto é que mora o perigo, pois algo aparentemente pequeno ou insignificante pode mudar o rumo de toda uma vida, as convicções, comportamentos e até destinos. 



Quando desconhecemos a essência, estamos sempre sujeitos o ser pegos de surpresa pelos questionamentos da vida e ficarmos sem respostas. O trem da vida não para porque tem alguém perdido no meio dos trilhos. Outro comportamento comum nestes casos é se apegar a regras; comumente, quando esta surgiu, foi por que chegou-se à conclusão que determinado procedimento era o mais eficaz para atingir determinado resultado; entretanto, com o tempo, o conhecimento vira mero treinamento, e o procedimento, que deveria ser um meio, torna-se o fim, virando assim alvo de imutabilidade adquirida. O foco recai sobre o procedimento, e não sobre o objetivo final, esvaziando de sentido e engessando desnecessariamente as coisas.



Portanto, sempre que levantamos um questionamento devemos ser tão sinceros quanto for possível, pois além de gerar até alguma desorientação no questionado, podemos também levar a uma mudança de comportamento que tornará tudo ainda mais caótico do que já é. Devemos questionar sim, para que tenhamos a chance de melhorar, mas evitar a questão leviana e infundada, e especialmente ter muito cuidado ao tomar qualquer decisão, pois delas partem os caminhos da vida.



Samuel Bonette

domingo, 8 de maio de 2011

Aquela pedrinha no sapato...

Pedra, sapato, perspectivas, vida - www.samuelbonette.blogspot.com


Existe uma expressão chamada "pedra no sapato". Normalmente se refere a alguma coisa que impõe dificuldades a outrem. É uma expressão bastante utilizada, especialmente quando em competições. "Fulano é a pedra no sapato do Sicrano" - normalmente é a frase proferida. 

E, de fato, uma pedra no sapato incomoda. Fica aquela situação de desconforto ou irritação intermitente, dói quando pisa, incomoda quando o pé está no ar, é uma sensação horrível. Me lembro até de uma vez na qual um empregado de meu pai relatou que seu pequeno filho estava reclamando de algo dentro de seu tênis, e quando foram ver, era uma aranha que estava dentro do tênis, que por sorte não conseguia se virar para picar seu filho. Evidentemente que uma pedra no sapato é uma situação bem menos perigosa, mas não menos preocupante.

Todavia, o que mais me chama a atenção não é o fato da pedra incomodar tanto, mas sim o tamanho desta pedra. A pedra do sapato normalmente tem um tamanho pequeno. Fora do sapato ela é totalmente inofensiva; não se poderia atirá-la em alguém ou animal, em auto-defesa, pois não surtiria efeito; não se poderia atirar a pedra num pássaro ou ave qualquer, num momento de necessidade, para matar e comer a ave, pois não a abateria. A pedra é pequena demais, tão pequena que mesmo seu peso não seria suficiente para esmagar uma formiga. Não se pode fazer absolutamente nada com esta pedra, a não ser desprezá-la. A pedra no sapato é algo insignificante enquanto pedra.



Porém, esta mesma pedra dentro do sapato incomoda demais. Isto me leva a concluir que, por ser insignificante fora do sapato, desprezamos-na, quando deveríamos entender que ela se torna incomodativa dentro do sapato justamente porque a desprezamos fora dele. Se fosse uma pedra de tamanho considerável, ao vermos a mesma dentro do sapato, imediatamente a retiraríamos, pois com certeza nem seríamos capazes de calçar o sapato. 



Entretanto, por seu pequeno tamanho, nem mesmo a notamos, e se vemos, desprezamos-na. É interessante como algo tão pequeno pode se tornar tão grande. A segunda conclusão que tiro é que a pedra incomoda porque o sapato é do tamanho do pé, ou pouca coisa maior. Se o sapato fosse maior que o pé provavelmente também não incomodaria. A questão é que o sapato é do tamanho do pé, e não há espaço dentro dele para nada além do próprio pé; nem para uma minúscula pedra.

Considerando o sapato como sendo nossos caminhos, e as pedras aqueles obstáculos que encontramos, por diversas vezes o que mais nos incomoda não são as coisas grandes, mas sim as pequenas. No filme "Ele não está tão a fim de você", por exemplo, ocorre uma situação de separação entre um casal porque o esposo esconde de sua cônjuge um velho hábito de fumar, e não porque ele a havia traído. Ela era capaz de perdoar uma traição, mas não o fato de ele esconder um hábito.

Da mesma forma, quando encontramos grandes obstáculos, damos importância a eles, bolamos formas de enfrentá-los, enfrentamos, nos dispomos ao esforço e vencemos; quando não os vencemos, ainda assim reconhecemos que perdemos para um grande obstáculo. Agora, os pequenos nos passam desapercebidos, são desprezados, são ignorados, são perigosamente deixados para depois, e estes são justamente os que por vezes nos derrubam, fazendo sofrer, nos irritando e roubando a paz. 

Estes podem ser da mais diversa natureza: palavras atravessadas, pessoas que nos irritam, diferenças de idéias, times rivais, simples gestos, um quadro torto, enfim, um leque infinito de opções. Precisamos urgentemente remover as pequenas pedras dos sapatos, ou então encontrarmos sapatos maiores. Se não fizermos um ou outro, vamos sofrer demasiadamente por coisas pequenas.

A boa notícia é: não há maior sensação de alívio em nossa caminhada do que uma pedra, a pequena pedra, retirada do sapato.

Samuel Bonette

domingo, 24 de abril de 2011

Mudança de quatro estações

Mudança de quatro estações - www.samuelbonette.blogspot.com
Está chegando o inverno. Já começamos a tirar as roupas de frio do armário, surgem as primeiras temperaturas abaixo da casa dos 20 graus Celsius, surge aquela vontade de fazer um fogo numa lareira... até o chimarrão fica com mais gosto nesta época do ano. 


E com o inverno, também vem aquela preguiça natural, aquela vontade de ficar em casa, embaixo das cobertas, ou então abraçados no sofá, olhando TV. Espero que este frio me dê vontade de escrever mais, também. No início do ano me propus a escrever um texto por mês, e estou devendo a mim mesmo (e por tabela, a quem frequenta o espaço) um texto, de fevereiro. 


Engraçado como as estações do ano nos influenciam do decorrer do tempo, nos colocando nesta ou naquela situação; o verão abre o ano, com todas expectativas, muitos planos, normalmente muita festa, dias intermináveis e ensolarados, aquele calor nos impelindo para a praia, piscina, ou mesmo rios e lagos, nos dando a ilusão de que o ano será só de conquistas e felicidades. Já no outono, é como se batesse uma ressaca do verão; as festas já não nos seduzem tanto, pois começam as aulas, o trabalho fica mais intenso, o frio vem descendo, os dias ficam mais curtos. 


O inverno nos enclausura dentro de pesados e grossos casacos, nos fazendo sorver líquidos e alimentos substancialmente quentes e calóricos, empurrando-nos para o aconchego de nosso lar. Quando chega a primavera, com seu aumento de temperatura, suas festivas datas coloridas, pressentimos que o verão está às portas, e isto nos empolga, nos levando a um novo ano, com todas as estações. Olhando assim, até parecemos plantas, regidos pela lei da natureza, estações da lua e variações de temperatura. Seja como for, assim somos, e assim agimos, ano após ano, estação após estação.


Engraçado, pois o assunto sobre o qual eu queria escrever era totalmente outro, mas fui impelido a este. Certas coisas são assim na vida, sem explicação aparente. Talvez se tivesse falado sobre o que queria inicialmente, não chegaria a este ponto ao qual estou chegando agora: A vida é como água parada, mas de repente cai uma pedra nesta água e movimenta tudo ao seu redor, mudando tudo totalmente de lugar. Quando estas coisas acontecem, sabemos quem somos e para onde vamos? E quando esta mudança é a própria morte? Estamos sempre preparados para esta imprevisível visita? Tu estás?


Samuel Bonette

domingo, 3 de abril de 2011

Mar alto da paixão

Mar, paixão, Djavan, persistência - www.samuelbonette.blogspot.com
Morei três anos em Torres, uma cidade litorânea do RS. Adoro o mar. A foto ao lado foi tirada lá. Ela também é capa de fundo do blog. Uma vez estávamos em Torres, e minha mãe comentou como achava lindo e interessante que o mar sempre tivesse onda. Meu pai respondeu: "Ah, mas isso ele não desiste nunca!!" Muito engraçado, especialmente no momento, pela espontaneidade. Mas, é interessante, o fato do mar não desistir nunca. Interessantíssimo, aliás. 

Claro que se pode afirmar que é meramente o vento soprando a água em direção à terra, e no momento em que a profundidade da água tornou-se exígua, a água se choca contra o fundo do oceano; mas isto não é o porque, isto é o como. Afora estes fatos, fato é que sempre há rebentação, portanto, ele não desiste nunca. 


Mas não é só o mar que se comporta assim. Thomas Edison, famoso inventor do que viveu entre 1847 e 1931, inventor com mais de mil invenções, entre elas a lâmpada elétrica, o cinetógrafo - primeira câmera cinematográfica de sucesso - fundador da General Eletric, era assim. Até conseguir criar a lâmpada elétrica, teve muitas tentativas frustradas. Sabe o que disse sobre elas? "Eu não falhei. Encontrei dez mil soluções que não davam certo. 


Grande persistente. Oscar, um dos maiores pontuadores do basquete mundial, de apelido "Mão Santa", sempre ressalta que, para chegar a esta patamar, teve de treinar muito. Reza a lenda que uma vez acertou 90 arremessos seguidos de três pontos, o arremesso de maior dificuldade do basquete. Assim como estes, há diversos exemplos de sucesso pela persistência.


Embora sempre existam dificuldades, para todos, a persistência deve ser maior. A disciplina nos impulsiona para a repetição, que evoca o esforço, que por sua vez traz consigo a habilidade, e este nos leva para o sucesso. Sucesso, como já falei anteriormente, é atingirmos aquilo a que nos propomos. Entretanto, durante todo este processo, é necessário persistência. 

Talvez seja chato acordar oito horas da manhã na segunda feira e ter de ir trabalhar, mas ninguém começa por cima. Se alguém está num lugar superior ao teu, é porque com certeza aquela pessoa fez mais do que tu em algum momento da vida dela. Isto não quer dizer que não podes chegar lá, mas sim que é necessário trilhar o caminho descrito no início deste parágrafo para chegar lá.


Então, sejamos sempre persistentes, sempre esforçados, sempre prontos a tentar mais uma vez, sempre aptos a desprezar o fracasso anterior e mais uma vez, persistentemente, começar a caminhada. Uma hora vai brilhar. Sempre o mar, sempre as ondas... ah, ele não desiste nunca.


Samuel Bonette

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

E a vida continua, e se renova

E a vida continua, e se renova - www.samuelbonette.blogspot.com
Há quanto tempo não vinha aqui... Já estava com saudades! Muita coisa mudou no Blogger, e fui surpreendido positivamente pelas mudanças. Os layouts podem ser alterados com mais possibilidades e facilidades; creio que o novo layout que apliquei melhora a visualização para os leitores.

Desde a minha última postagem, (que já faz bastante tempo, infelizmente) se passou quase um ano, e neste ano coisas aconteceram; algumas boas, outras más, outras indiferentes, outras tantas que passaram desapercebidas. Entramos em um novo ano, mas tal qual o início do ano passado, temos algumas catástrofes acontecendo ao redor do mundo, e também aqui no Brasil; muitas pessoas passando fome, muitas pessoas desabrigadas, muitas tristezas; por outro lado, vários casais que conheço estão prestes a serem pais, aumentando a alegria em muitos círculos de amizade próximos a mim, um clarinetista de 21 anos passou em primeiro lugar na UFPE sem nunca ter feito nenhum cursinho pré-vestibular, cientistas comprovaram que anticoncepcional não engorda, os chilenos foram salvos da mina, etc, etc, etc.


Alguns filósofos discutiam se a vida era cíclica ou linear. Independentemente disto, é fato que tenho me atraído cada vez mais por "fragmentos" de história. Costumeiramente pensamos nas histórias com início, meio e fim. No entanto, acho interessantíssimo como alguns fatos acontecem e mudam por demais a história de vida das pessoas. Pessoas que caminhavam em uma determinada direção de repente mudam completamente seus planos, suas vidas, suas histórias em consequência de um acontecimento. Por estes dias revi o filme "Náufrago", o qual relata a história de um amor que foi interrompido por uma fatalidade. Após sobreviver a um acidente de avião e viver mais de quatro anos isolado numa ilha deserta, o personagem principal (Tom Hanks) consegue retornar a tudo o que tinha antes, mas descobre que, apesar de serem as mesmas pessoas, tudo está diferente. Seu grande amor (Helen Hunt) agora está casada com outro homem, tem um filho, tem toda uma vida em função desta nova realidade.


Três momentos me marcam profundamente neste filme: o primeiro no qual a atriz Helen Hunt diz a Tom Hanks que sempre soube que ele estava vivo; o segundo, no qual os dois declaram continuarem se amando, e serem ambos o grande amor da vida do outro; e o terceiro, no qual Tom Hanks relata a um amigo que, nos quatro anos que se passaram, ela foi o motivo de se manter vivo, o combustível para todo seu esforço, foi o seu norte, a razão de viver, de tentar retornar, inclusive arriscando-se em alto mar com uma barcaça grosseira. Que profundidade de mistério! Não obstante estes fatos, pela forma como as coisas ocorreram, ambos optaram em seguir suas vidas separados, pois suas vidas tinham corrido tanto tempo assim que as diferenças eram irreparáveis.


E por diversas vezes a vida acontece assim, confundindo, dando reviravoltas, mudando o curso, costurando e desentrelaçando relacionamentos, transpondo fatos, enfim, virando tudo de cabeça para baixo. Mas o mais interessante nisto tudo é que ela continua, e é isso que temos que ter em mente. Olhando com a perspectiva de um futuro através do passado, vamos aprendendo, vamos melhorando, vamos vendo que é correto o que disse a Bíblia em Eclesiastes: Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. Ec. 3.1

Samuel Bonette

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Sentimentos e sentimentos

Sentimentos relacionamentos frustração - www.samuelbonette.blogspot.com
Há diversos sentimentos negativos que nos assolam o coração e mente, tomando nossas vidas, chegando em momento em que menos esperamos, e persistindo em ficar ali, nos perseguindo, nos martelando, ferindo nossos sentimentos, nos afrontando, nos desafiando. Desde os mais primários e instintivos, como o medo, até os mais elaborados, como o atual e tão discutido bullying, todos eles vem acompanhados de outros maus sentimentos; frequentemente são a insegurança e insatisfação. 



E estes sentimentos, que nos vem visitar sem ser convidados, podem aparecer por coisas sem a menor relevância; uma palavra dita por um desconhecido, uma simples escolha que não se revela a melhor, um acontecimento inesperado que frustra um plano de uma viagem pré-agendada, etc. São muitas as possibilidades.




Um destes me tem incomodado, especialmente: Frustração. Oh sentimento ruim este. Sabe quando nos propomos a fazer algo e não conseguimos? Ou então quando buscamos muito alguma coisa, e ao chegar lá, sentimos que o resultado não era o esperado? Isso gera frustração. Este também traz consigo a insegurança e insatisfação. Não estou vivendo uma vida frustrada, mas tenho sentido frustração mais do que o normal. Agora mesmo estou me sentindo um pouco frustrado por escrever isto, pois não gosto de falar de coisas assim. 




Gosto de falar de amor, gosto de contar coisas engraçadas, gosto das coisas belas e boas da vida. Por exemplo: analisando este blog, que comecei em 2007, me senti um pouco frustrado por não poder escrever mais. O trabalho e a faculdade me tem tomado bastante tempo, e não posso atualizá-lo com a frequencia desejada. Isso me frustra. Me lembro de um episódio em que o Homer Simpson, em mais um de seus memoráveis discursos, diz para a Marge: Não consigo viver essa vidinha barata que você vive; quero os baixos aterrorizantes, os altos atordoantes, os médios insosos! Por vezes essa frase me dá uma dimensão da frustração que algumas pessoas sentem.



No entanto, mais importante do que estes maus sentimentos, é o que fazemos com eles. Tentar fugir é bobagem. Não há como se esconder dessas coisas. Se nos escondemos deles, concedemos tempo a eles para se alimentarem ainda mais, se fortalecerem, se aprimorarem, e nos atacarem mais ali adiante. Fingir que não existem é o que eles mais querem. Começamos a viver o lado A e lado B de nossas vidas. Enquanto estamos no lado A, fingimos que eles não existem, e eles estão ali, nos cutucando; quando viramos para o B, eles nos consomem.



A melhor alternativa que vejo é enfrentá-los. Confrontar os mesmos é achar seus motivos; é uma empatia consigo mesmo. Não é ser condolente consigo, o que levaria a consequências e sentimentos ainda piores, mas sim buscar e entender suas causas. Nada melhor para isso do que dialogar com alguém, especialmente alguém compreensivo. E sim, muita força para combater. A tristeza bate à porta? Já vivi muitos momentos alegres. A solidão me quer? Existem mais de 6 bilhões de pessoas no mundo. A insegurança me balança? Veja as minhas conquistas.


Afinal, a vida é feita de esforço, e é justamente o esforço que dá sabor especial às conquistas, que faz a nossa história se tornar épica. Como diz uma estrofe suprimida do hino do RS: sejamos gregos na glória, e na virtude, romanos.



Samuel Bonette

domingo, 21 de junho de 2009

Desafio + Objetivo = Sucesso

Desafio + Objetivo = Sucesso - www.samuelbonette.blogspot.com
Tenho uma séria tendência a sempre querer o melhor, em todas as coisas que tenho e faço. Não tenho como verificar se é real, mas tenho a impressão de que todo ser humano tem essa mesma tendência. Isso não é ruim, pois é uma demonstração que o indivíduo tem vontade de melhorar sua vida, e sempre buscar a excelência naquilo que fizer ou possuir. Para o padrão atual de sucesso, isso é sucesso.



Mas, paremos para analisar um pouco essa situação: é totalmente impossível que todos tenham, a todo tempo, o melhor. Se numa corrida, um corredor detiver o melhor tempo, por exemplo, os demais não o terão; se um determinado homem conseguir conquistar a mulher mais bela, os demais não conseguirão o mesmo feito. Podemos chegar próximo a isso graças à Revolução Industrial, que possibilitou que várias pessoas possuam um bem industrializado, com produção de cópias da matriz em larga escala, como por exemplo, um determinado sapato que é feito do melhor couro existente, com o melhor solado e o mais belo design. No entanto, sou levado a crer que, se várias pessoas possuem o melhor, então, ou ele não é o melhor, ou o melhor se tornou comum, vulgar.




Se todas as pessoas se dessem conta disso, provavelmente uma grande parcela da Humanidade entraria em profunda depressão, o que criaria um caos generalizado. É muito dura a perspectiva de viver uma vida toda sem jamais conseguir ser/ter o melhor; vivemos tempo de exaltada competição, onde se engrandece demasiadamente o vencedor, e se denigre os demais participantes; portanto, não se suporta a idéia de ser um eterno "perdedor". Por outro lado, os "vencedores", ou seja, aquela classe de pessoas que detivesse o melhor naquilo que fizesse/tivesse, por conta da natural tendência do ser humano em acostumar-se tanto ao ruim quanto ao bom, provavelmente se enfadaria de ter sempre o melhor, passando a considerá-lo normal.




Por isso, não raras vezes temos em nossas vidas, ao invés do melhor, o pior, para que quando chegarmos ao mediano, consideremos como grande vantagem as condições obtidas. Obviamente, em alcançando o melhor, ficaremos deveras satisfeitos e felizes. O verdadeiro sucesso é alcançar os objetivos a que nos propomos. Talvez eu nunca seja o melhor escritor do mundo, tampouco publique um livro, mas se algumas pessoas lerem esse blog e se sentirem reconfortadas, e com novo ânimo, e nova perspectiva, então estarei alcançando meu objetivo. Muitos se tornaram pessoas insuportáveis (e outras até com doenças mentais) porque lhes foram dadas coisas acima de sua capacidade, e perderam a noção da realidade, tornando-se arrogantes e prepotentes, pensando ser mais do que realmente são.




Não faço apologia ao comodismo, mas hoje fugimos de sofrimentos como um boi foge do matadouro, nos esquecendo que aquilo que realmente valorizamos é justamente o que mais nos custou esforços e sacrifícios. Hoje vivemos em condições muito melhores que nossos antepassados, entrentanto temos muitos mais problemas de ordem social porque não sabemos valorizar o que temos, tornando vazio tudo o que temos.O ar que respiramos, um dos bens mais preciosos para manutenção da vida, é gratuito.




Temos de repensar o nosso conceito de sucesso, e valorizar mais aquilo que temos; sucesso é atingir aqueles objetivos a que nos propomos.




Samuel Bonette

terça-feira, 21 de abril de 2009

É pelo princípio

Princípio Aprendizado Vida Simpsons Burns - www.samuelbonette.blogspot.com
Todos sabem que roubar um chiclete não faria mal a ninguém; o comerciante não ficaria mais pobre, nem o ladino mais rico. No entanto, ensinamos nossas crianças que não se deve roubar nem mesmo um chiclete, por um motivo somente: o princípio. Há um episódio dos Simpsons em que Homer se demite do seu emprego de inspetor da usina nuclear do Sr. Montgomery Burns. Passado algum tempo, pelo fato de sua esposa Marge engravidar, ele volta à usina nuclear para tentar reaver seu antigo emprego. Então, o Sr. Burns o faz ir agachado por um caminho humilhante até sua sala, e o obriga a trabalhar por algum tempo gratuitamente, ao que o Sr. Smithers se opõe, objetando que ele só estava voltando devido às suas dificuldades financeiras. Então o Sr. Burns diz a célebre frase: É pelo princípio.




Sim, essa causa primária, por vezes relegada a um papel secundário em nossos tempos, é o que deve nos nortear em nossas escolhas. Nossas escolhas são baseadas em princípios, embora por diversas vezes usamos princípios múltiplos - e por vezes contradizentes - para fazermos nossas escolhas. Frequentemente somos incoerentes, por não pensarmos nas implicações daquilo que adotamos como princípio. Não raras vezes eu vejo pessoas defenderem duas idéias totalmente contrárias em um pequeno espaço de tempo, devido à não consideração das implicações dos princípios utilizados para defenderem suas idéias; se uma pessoa defende a não-violência do direito à vida, por exemplo, ela deve defender esse direito para todas as pessoas, inclusive para aquelas que violam esse direito. Se a pessoa julga como errado roubar um milhão de reais, deve ser contra o roubo de um centavo, também. Se é contra a discriminação, não deve defender cotas para negros. Se não perdoa, não merece ser perdoada, e assim por diante.




Mas não gostamos disso; gostamos de condenar fortemente aqueles erros maiores, e, nos menores, fazemos vista grossa. Ou então, confundimos tudo e agimos incoerentemente, sendo ora relativistas, ora moralistas, ora utilitaristas, ora fundamentalistas. Parece ser mais fácil e conveniente dançar conforme a música, fazer aquilo que a opinião pública determina, ou aquilo que a mídia exalta. E a mídia é boa nisso: transformar o certo em ridículo, e o errado em fashion; uma emissora de TV, por exemplo, tem um jornal em que mostra as desgraças causadas por uma estrutura familiar fraca, e critica esse comportamento, mas antes e após esse mesmo jornal tem programações em que mostram filhos se rebelando contra pais, maridos traindo suas esposas, casais que fazem sexo livremente, etc. Mas qual é o posicionamento dessa emissora, afinal? É o posicionamento de dançar conforme a música, ao qual estamos aderindo, mesmo sem perceber.




Para ser coerente, é necessário adotar um princípio, e agir sempre dentro dele, seguindo suas consequências até o fim. Um belo princípio é esse: amar o teu próximo como a ti mesmo. Esse princípio foi proferido por Jesus, e Ele é o maior exemplo de comportamento coerente que já houve nesse mundo. Em tudo, Ele agiu segundo o seu princípio, inclusive quando corrigiu aqueles que amava, pois quem ama corrige, e um dos predicados do amor é a justiça, sendo que para ser justo, é necessário agir dentro de um mesmo princípio. Um bom princípio levará a um bom fim, da mesma forma que um mau princípio levará a um mau fim, ainda que talvez a longo prazo. Não é difícil ser coerente; por vezes, é doloroso, mas em momento algum é difícil. Agindo coerentemente, seremos respeitados; incoerentemente, seremos ridicularizados; amorosamente, seremos amados.




Samuel Bonette

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Auto-descobrimento

Auto descobrimento amor relacionamentos vida - www.samuelbonette.blogspot.com
Como é bom descobrir coisas a respeito de si mesmo. Mesmo quando são dolorosas de se descobrir, mesmo quando o que vemos em nós mesmos é aquilo que jamais quereríamos admitir, é bom. Aliás, talvez seja melhor descobrirmos as coisas ruins, porque temos a chance de reconhecermos o que há de errado, e mudarmos.


Às vezes, percebemos nossos comportamentos nos observando, porém, a maioria das vezes percebemos nossos comportamentos quando somos confrontados por outras pessoas, por outros comportamentos, por outros hábitos. Não há uma forma definida para isso acontecer, simplesmente acontece.

Uma vez, um amigo meu me abraçou, sem motivo algum; eu fiquei meio sem saber o que fazer, e o indaguei: O que é isso? - ao que ele respondeu: Afeto, não conheces? Nesse momento eu percebi que não sou muito de demonstrar afeto, por mais que goste de uma pessoa. Frio? Talvez. Mas para entendermos como somos, é também importante entender o tempo em que vivemos. 



Vivemos num tempo dominado pelo utilitarismo e pelo darwinismo como pressupostos básicos. O primeiro nos diz que tudo o que fizermos deverá ser regrado pela pergunta: É útil? Se for útil, então usa-se até o último pingo, até o momento em que não é mais útil, e então, será descartado. Isso impera desde os recursos naturais até os relacionamentos interpessoais, e com familiares. Já o segundo pressupõe que tudo veio do acaso; se tudo veio do acaso, então, não temos que nos preocupar com nada nem ninguém, pois não somos interligados de forma alguma, e não possuímos direito de escolha, pois tudo é obra do acaso. 



Se tudo é obra do acaso, ser quem somos, ter os pais que temos, e assim por diante, é nada mais que mera obra do acaso. Não temos de ter ligação afetiva com nada, pois tudo acontece por acaso. Não há sentido nem propósito para nada. No entanto, é importante ressaltar que sim, todo ser humano tem um propósito. Todos temos um designer inteligente, que nos "projetou" para sermos exatamente como somos. Quando vemos uma bela pintura de Da Vinci, jamais pensamos que foi obra do acaso; reconhecemos que há um ser inteligente por trás daquela obra. De mesmo forma, quando vemos um ser humano, que em uma única célula do seu corpo possui mais informações do que qualquer computador, podemos, analogamente, saber que isso não foi obra do acaso.

Ainda sobre descobrir algo sobre si mesmo, descobri que, se fui "projetado", o Autor e Executor do "projeto" não vai me deixar desamparado. Como na foto acima, posso confiar que, mesmo sobre um equilíbrio aparentemente frágil, Ele está me guiando e conduzindo para o melhor. Isso vale tanto para mim quanto para ti. Como conseguir isso? Fala para Ele que tu queres que Ele seja Senhor da tua vida, e Ele entrará em contato contigo.
O melhor de Deus ainda está por vir.



Samuel Bonette

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Rebeldia, iconoclastia e três horas do dia

Rebeldia, ico... - www.samuelbonette.blogspot.com



Genialidade fugaz
Um brilho no olho
uma idéia percorre o córtex
Se disseminando rapidamente entre milhões de conexões neurais
ziguezagueando pelos hemisférios cerebrais.
Não mais que um segundo
pois a rotina retomou o controle
do cérebro rebelde
que insiste em pensar










Samuel Bonette

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Expressão de amor

Expressão amor relacionamento - www.samuelbonette.blogspot.com
Engraçado como é a forma de expressão do ser humano. Às vezes conseguimos nos expressar tão bem, mas tão bem, que até pensamos em anotar o que falamos. Noutras, por mais que tentemos, com todo nosso vernáculo de palavras, não conseguimos demonstrar, traduzir em palavras, o que estamos sentindo.




Não raras vezes fico ouvindo a mesma música por duas ou três vezes consecutivas, pois ela traduz tão bem o que estou pensando no momento, que preciso ouvir ela mais de uma vez. Isso demonstra que a expressão é universal, pois conseguimos identificar sentimentos semelhantes em pessoas completamente distintas. Às vezes, essa epifania (quem assistiu o filme dos Simpsons sabe o que é uma epifania) acontece em lugares ou com coisas que nem imaginamos. Há um filme, por nome Penetras Bons de Bico, no qual, em certa parte do filme, o ator principal diz que, ao ver uma viúva chorando no velório do seu marido, ele percebeu que todos vamos perder as pessoas que amamos, em determinado momento da nossa vida. Isso me levou a pensar o quão pouco dizemos para as pessoas que amamos o quanto elas são importantes para nós. E foi surpreendente, pois um filme de comédia me impressionou, em dado momento, pela profundidade.



Há tempos eu tenho pensado em como tocamos o coração das pessoas. E mais, ao pensar sobre isso, me vem a imagem de uma mão tocando um coração, de fato. Se isso pudesse ser possível, imagino que causaria enorme sobressalto na pessoa tocada; então, retorno ao questionamento: tocamos o coração de quem nos cerca, de fato? E é positivo esse nosso toque?



Ainda sobre a expressão, é maravilhoso quando conseguimos encontrar grandes expressões de amor em pequenos gestos. Não espera um momento determinado para fazer um gesto de amor; faze tu, agora, a pessoa que tu mais amas se sentir especial!! Faz alguém feliz, e tu serás feliz!!



O maior gesto de amor já feito foi grandioso: uma pessoa deu a sua própria vida para que muitos pudessem salvar suas vidas. Quem? Jesus, o Cristo. Essa expressão de amor d'Ele ainda está viva, hoje, porque ainda há tempo para aceitar esse gesto, e ser salvo tu, e os teus amados. Como? "Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo."



Samuel Bonette

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Inquietude

Inquietude - www.samuelbonette.blogspot.com
Hoje estou inquieto. Não sei o que está me preocupando, mas o fato é que está me preocupando. Como posso conter essa inquietação? O que poderia estar ocorrendo entre o céu e a terra, para me causar tamanho desconforto?

Por vezes, parece que o mundo fica assim, mordido por um bicho estranho, e todos ficam sentindo a tensão no ar, desconfiados de tudo e de todos, esperando a hora em que algo mau vai acontecer.

E de fato, em breve, um grande evento vai acontecer. Não sei a hora, nem o dia, mas está iminente o Grande Evento final. Nota-se que estamos vivendo num mundo cada vez mais caótico. A teoria da Evolução se faz ruína, cada vez mais, quando é chocada contra a realidade, que demonstra um mundo que caminha em passos largos em direção à destruição.

Ainda outro dia estava refletindo sobre a mídia, e mais especificamente, sobre a TV, e a Rede Globo. Ora, está mais do que provado que famílias que têm uma estrutura forte formam sociedades fortes, onde a criminalidade tem baixos índices. No entanto, ligamos a TV e vemos apologia ao homossexualismo, que destrói uma família, pois uma família tem que ter, necessariamente, um homem, uma mulher, e filhos. Em seguida, vemos nos noticiários reportagens sensacionalistas sobre crimes horrendos que estão sendo cometidos. 



Se é sabido que a redução da criminalidade passa pela estruturação das famílias, porque se investe tanto para destruí-la? Além do mais, eu já tive o desprazer de ver uma psicóloga, exaltando uma pulada de cerca, em um programa matinal, dirigido para o público feminino, dizendo que isso é bom tanto para o homem, quanto para a mulher. Faça-me o favor!! Todos sabem que uma traição é algo extremamente doloroso e injusto, para ambos os lados.



Quando analiso esses fatos, mais me certifico que está próximo o Grande Evento, no qual um povo separado será extirpado dessa Terra, num acontecimento sem precedentes. " Naquele dia, quem estiver no telhado, tendo as suas alfaias em casa, não desça a tomá-las; e, da mesma sorte, o que estiver no campo não volte para trás. Qualquer que procurar salvar a sua vida, perdê-la-á, e qualquer que a perder, salvá-la-á. Digo-vos que naquela noite estarão dois numa cama; um será tomado, e outro será deixado. Duas estarão juntas, moendo; uma será tomada, e outra será deixada.
Dois estarão no campo; um será tomado, o outro será deixado. "
Mais do que nunca, o mundo está inquieto, como se estivesse somente esperando para que o Evento aconteça. O mundo se veste de inquietude, e busca aumentar a velocidade em todas as coisas que faz, pois estamos vivendo os últimos tempos.



No entanto, quem bebe da água que Cristo dá nunca terá sede; pelo contrário, a água que Ele dá se fará uma fonte de água que jorre para a vida eterna. Queres tu também beber da água da vida, e saciar a sede de eternidade? João 3:16 é o começo da resposta.



Samuel Bonette

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Galpão sentimental

Galpão sentimental -www.samuelbonette.blogspot.com
"Quem guarda o que não presta tem quando precisa". Essa frase é antiga, e é usada toda vez que alguém quer justificar o fato de estar guardando alguma coisa que não está em totais condições de uso, mas também não está inutilizável, ou ainda pode servir para outros fins.


Bom, isso até pode ser verdade em alguns casos, mas empiricamente, se sabe que pessoas que seguem essa filosofia de vida acabam sempre ocupando suas casas, pátios, e todos os espaços possíveis com objetos velhos, sem serventia, esperando que, eventualmente, num futuro incerto, aquilo possa ser útil para algo.

O que eles não percebem é que, ao fazer isso, ficam se agarrando em coisas obsoletas, estragadas, enfim, cacarecos, e impedem a si mesmas de adquirir coisas novas. A necessidade faz com que as pessoas adquiram algo; porém, se tu tens algo velho, que ainda te serve, mesmo que aquilo funcione de maneira precária, tu acabas não comprando o novo, com a desculpa de ter aquele que "é velho, mas ainda presta", embora saiba que aquilo é precário.


Pior que isso, porém, são pessoas que fazem isso com seus corações. Como já dizia meu tio, há pessoas que são "galpão velho", pois só guardam o que não presta. Ou seja, guardam mágoas a vida inteira, às vezes até por atos que, quem as magoou, nem percebeu que tais atos as magoaram. Ficam presas àquelas mágoas, sem conseguir se libertar, sem conseguir viver novas coisas, sem conseguir ser feliz com as novas coisas.


Toda a vez que surge uma coisa nova que as pode fazer feliz, relembram de alguma velha mágoa, pois guardam muitas. Em vez de comemorar o que adquiriram, ou o que aconteceu, ficam remoendo as mágoas, tornando-se cada vez mais pessoas amarguradas e frustradas.

Porém, quando se libera o perdão, há uma sensação de alívio indescritível; é como se tirasse uma tonelada das costas. É o primeiro passo para se tornar realmente feliz; carregar mágoas é o princípio da infelicidade. Liberar o perdão é difícil, pois demanda uma certa auto-negação. Tu tens de aceitar o que foi feito a ti, a ainda se despir de todo sentimento mau que aquela ação possa ter causado a ti.

O Cristianismo tem grandes exemplos de perdão. Para um cristão, perdoar é algo que deve ser feito a todo momento. Mais do que perdoar, Jesus ordenou que amássemos nosso inimigos (Mt. 5:44). Tiago também disse que o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia, e que a misericórdia triunfa sobre o juízo (Tg. 2:13). Portanto, se tu queres perdoar, e te livrares das mágoas, experimenta ser perdoado de todos os teus erros e falhas, através da aceitação do sacrifício de Cristo no Calvário. Quando experimentares o alívio de ser perdoado sem reservas, isso se tornará mais fácil para ti também.



Samuel Bonette

quarta-feira, 26 de março de 2008

Individualismo

Individualismo - www.samuelbonette.blogspot.com
Há um tempo atrás, ainda em 2007, eu estava fazendo a barba, antes de ir trabalhar, e me cortei. Como sempre vi meu pai fazer, peguei um pequeno pedaço de papel higiênico e coloquei sobre o pequeno corte, a fim de estancar o sangue. Pois bem; enquanto o sangue não estancava, fui até a cozinha comer alguma coisa, e também acertar os últimos detalhes antes de sair de casa. Ao realizar estas tarefas, esqueci-me de retirar o pequeno pedaço de papel higiênico do lugar onde se encontrava. 

Fui até o ponto de ônibus, peguei o ônibus, que me conduziu até o meu local de trabalho, e só percebi que ainda estava com o papel higiênico sobre o corte quando da minha chegada ao local de trabalho, mais precisamente, ao me olhar no espelho do elevador. Fiquei um pouco constrangido pelo ocorrido, mas, especialmente, fiquei impressionado pela omissão das pessoas. 

Eu passei por muitas pessoas, desde a minha saída de casa até o meu local de trabalho, e nenhuma, nenhuma sequer me alertou sobre o pedaço de papel higiênico. Bom, ninguém é obrigado a me dizer nada, nem ao menos são obrigados a me olhar, assim como ninguém é culpado do meu esquecimento. Porém, todas elas simplesmente se negaram a fazer qualquer menção ao fato vexatório, limitando-se a me olhar, quando muito.


Isso me fez refletir o quanto a cultura do "não me meto na vida alheia" se infiltrou no nosso modo de vida, a tal ponto que nos negamos a ajudar uma pessoa. Isso passou da não-invasão da privacidade alheia à um total descaso com qualquer coisa que esteja ocorrendo com qualquer ser humano, especialmente aqueles que não conhecemos. Passamos da não-intromissão à omissão. 

Da mesma forma como ninguém me falou sobre o papel higiênico ali, ninguém se importa quando o seu semelhante é assaltado a poucos metros de si; ninguém se importa se um ser humano está passando fome; chegamos ao absurdo de termos pessoas que se preocupam mais com a vida animal do que a própria vida do ser humano, tratando ambas como sendo dignas de igual importância, sem saberem diferenciar entre uma barata, e um ser humano.


Enquanto diversas pessoas passam fome, morrem de frio, sofrem de doenças incuráveis, presenciamos um ato no qual milhares de pessoas ficam sem poder assistir um show pirotécnico por causa de um ninho de corujas. Animais sendo tratados como pessoas, e pessoas sendo tratadas como animais, sem direito às condições mínimas de dignidade humana.

Se nós nos importarmos mais com quem está ao nosso redor, se nós colocarmos os seres humanos como prioridade, e depois nos preocuparmos com os animais, com certeza estaremos criando um mundo justo para se viver. Essa é a vontade do Criador: que o ser humano tenha dignidade, e que cuide bem de todas as outras coisas que Ele criou.

Porém, para se ter dignidade, é necessário usar um padrão mais alto do que qualquer um que qualquer ser humano possa pensar, sendo individualmente, ou em grupo; é necessário usar o padrão de Alguém que nos criou, e nos amou, antes de existirmos: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu Filho Unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna" João 3:16.

Se tu concordas com isso, chegarás à conclusão de que o caminho para ser completo, para ser feliz,não está dentro do ser humano, mas sim, externo a Ele, em um Ser Superior.

Samuel Bonette

quinta-feira, 13 de março de 2008

Mudança de Vida

Mudança de Vida - www.samuelbonette.blogspot.com
Ano Novo, Vida Nova. Quantas vezes nos pegamos falando essa frase, sem realmente pensarmos no real significado que essa tem na nossa vida, se a praticarmos, de fato?

Há um jargão que diz: Tu queres um resultado diferente? Faz algo diferente. No entanto, achamos que o momento da queima de fogos é mágico: dali por diante, tudo será diferente, morre todo o nosso histórico, a nossa personalidade, a nossa vida. O que foi, foi, e não vai ter nenhuma influência no nosso futuro.

Ledo engano. A não ser pelo fato de entrar um novo ano, 31 de dezembro é um dia como todos os outros. Não há a menor diferença; o sol não nasce no Sul,o Oceano não fica roxo, o céu não se torna uma projeção holográfica, e tu não te tornas alguém melhor. É impossível te tornares outra pessoa somente porque mudou o ano, até porque, quem mudou foi o ano, e não tu. Porém, se há uma vontade de mudar, então que se comece do princípio. E o princípio é que tu és mau, e inclinado a fazer coisas más. Então, tu tens de mudar esse teu jeito de ser. 



Mesmo que contra a tua natureza, tu tens de te comportar de forma a amar teu semelhante como a ti mesmo, pois assim que as coisas começam a mudar; tratando o teu semelhante como tratas a ti mesmo, ele se sentirá na obrigação de te tratar do mesmo modo. Hoje há um individualismo muito grande, de forma que não conseguimos fazer nada, ou quase nada, que não seja em benefício próprio. No entanto, Jesus, uma pessoa amada por muitas aqui na Terra, desde que aqui esteve, deixou uma lição grandiosa sobre humildade: Ele, humano e Deus ao mesmo tempo, disse que veio para servir, e não para ser servido. Esse é um grande princípio expresso no livro O Monge e o Executivo, best-seller no mundo inteiro.

Enquanto a nossa concepção humana diz que temos de idolatrar outras pessoas, Deus, fazendo-se carne, veio para nos servir, e não para ser servido. Veio para nos amar, e não para ser amado por multidões. Justamente por ter esse perfil, é amado até hoje.

Aceita a proposição que tu és uma pessoa má, por natureza, chega a hora de mudar isso, e mudar a tua vida, consequentemente; faça como o exemplo citado acima; Vive a tua vida para amar, primeiramente, e serás amado. Vive a tua vida para servir, e serás servido.
- Mas como fazer isso, se o individualismo está tão arraigado na minha vida?? Fácil.



Entrega a tua vida para quem pode fazer isso: Jesus. Diga a ele, onde tu estás: Jesus, a minha vida está errada. Eu quero é mudar de vida realmente, ser uma nova pessoa, e seguir os teus passos. De hoje em diante, quero abandonar os meus erros, as minhas falhas, e ser uma pessoa nova, como Tu foste, e como Tu queres que eu seja. Eu entrego a ti a minha vida, e peço que entre nela, para mudar a minha história.



Pronto! Tu estás começando uma nova vida. Isso só não é o suficiente, embora seja um passo importante. Queres um "manual" para saber como agir? Lê a Bíblia. Lá, tu encontrarás as informações que precisas, para fazer algo diferente, e ter um resultado diferente.



Samuel Bonette